Autarca do Corvo acusa PPM de ignorância acerca de abastecimento de água na ilha
14 de set. de 2018, 10:25
— Lusa/AO Online
O autarca do
Corvo, José Manuel Silva, respondeu hoje, em comunicado, às acusações
feitas por Paulo Estêvão de que a autarquia estaria, juntamente com o
Governo dos Açores, a favorecer uma empresa de construção civil no
abastecimento de água, em detrimento dos lavradores e da população.José
Manuel Silva considera que o parlamentar “ou está mal informado, o que é
uma forma de incompetência”, ou “é mesmo ignorante relativamente ao
assunto de que fala, o que vem dar ao mesmo”.O
autarca esclareceu que a reserva de água a que o deputado se referia
“não é destinada ao abastecimento público da população” e que “é falso
que os agricultores do Corvo estejam com falta de água e muito menos com
cumplicidade de qualquer entidade regional, como o IROA”.“A
água de que fala o representante do PPM está, em igualdade de
circunstâncias, ao livre acesso de todos no Corvo, primacialmente dos
lavradores”, assegura o autarca socialista, sublinhando que “a Câmara
Municipal não tem, nem deve, aqui sim sob pena de ilegalidade, cobrar a
ninguém a água que não se destina ao abastecimento público”.A
empresa em causa, o consórcio Somague-Ediçor Engenharia, S.A., “está,
no momento, a fazer a maior obra pública de que há memória na ilha do
Corvo nos últimos anos”, o aumento do porto marítimo.O
presidente da única autarquia da ilha considera que as acusações feitas
esta manhã se enquadram numa “estratégia política que foi desde a greve
de fome até ao ataque sistemático nas redes sociais” e que procura
“gerar um clima que, como se vê, é claramente intimidatório”.Acerca
da polémica, o autarca afirma que “nenhum lavrador informado do Corvo
está do lado do sr. Estêvão, embora já tenha conseguido recrutar alguns,
poucos, menos informados, para a sua causa”.José
Manuel Silva acusa o representante parlamentar do PPM de ter descoberto
“mais uma forma de fazer política: ataca o Governo Regional, agora
também através da câmara municipal, e não tem uma proposta de obra ou de
desenvolvimento que seja para o Corvo”.