Autarca de Rabo de Peixe escreve à MAI a pedir "urgente" reforço policial
25 de set. de 2024, 17:25
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, Jaime Vieira disse que fez o
pedido numa carta, que “seguiu no final da última semana” para o
Ministério da Administração Interna.“É
urgente fazer esse reforço. Os elementos da esquadra da PSP de Rabo de
Peixe têm uma tarefa herculeana. São poucos para uma esquadra que tem a
sua ação na vila e nas freguesias do Pico da Pedra e Calhetas”, disse o
autarca à Lusa.Jaime Vieira adiantou que
apelou na missiva à "sensibilidade" da ministra Margarida Blasco para
que esse reforço se efetue e que seja assim concretizada "uma velha
reivindicação"."É uma reivindicação que já
temos há muito tempo e é transversal a todas as esquadras, a todos os
concelhos e a todas as freguesias. Há um défice, quer seja cá, quer seja
no continente. Mas, nós, enquanto Região Autónoma, sentimos mais esse
défice", vincou.Não obstante "o bom
trabalho" que os elementos da PSP têm vindo a realizar em Rabo de Peixe,
o presidente da Junta de Freguesia assinalou que existem períodos em
que a população sente "maior insegurança", fruto do "aumento da
criminalidade"."Há períodos. E aquilo que
temos vindo a assistir é que há, efetivamente, um aumento do número de
pessoas que consomem drogas sintéticas e perdem a noção dos seus
comportamentos. E, logicamente, aumenta a insegurança das pessoas,
associações e instituições", acrescentou à Lusa.Jaime
Vieira sublinhou que "é uma responsabilidade do poder político"
continuar a alertar para a necessidade do reforço policial."Muito
faz a PSP com os meios que tem", vincou o autarca, lembrando que "em
caso de duas ocorrências, em simultâneo, torna-se complicado dar uma
resposta".Para o autarca, esse reforço policial solicitado é também importante para que os próprios polícias possam "ter mais segurança".Segundo
Jaime Vieira, a população de Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira
Grande, ronda os 9.000 habitantes, mas a esquadra local supervisiona
também as freguesias do Pico da Pedra e Calhetas, o que totaliza "entre
13 a 14 mil pessoas".