Autarca de Ponta Delgada considera "falsas e difamatórias" acusações da ex-presidente da AM
29 de set. de 2022, 18:15
— Lusa/AO Online
Num
comunicado enviado pelo município à imprensa, Nascimento Cabral
considera falsas as declarações de Maria José Duarte, que na
quarta-feira se demitiu da presidência da AM, alegando ter sido
“desrespeitada” pelo presidente da Câmara, na sequência da
requalificação no mercado da Graça.“As
declarações de Maria José Duarte são absolutamente falsas e
difamatórias, certamente originadas pela sua responsabilidade política
no processo de requalificação do Mercado da Graça”, refere o comunicado
da autarquia.Na demissão, Maria José
Duarte, que também liderou a Câmara Municipal no anterior mandato,
evocou um “acaso infeliz” decorrido na segunda-feira na reunião
preparatória da próxima AM, marcada para hoje.“[Fui]
abordada de forma desrespeitosa e agressiva por parte do presidente da
Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, que se recusou a estar na
mesma sala do que eu e, inclusivamente, ameaçou abandonar os destinos da
Câmara Municipal de Ponta Delgada”, declarou.Nascimento
Cabral "repudia veementemente” aquelas declarações e realça que “não se
encontravam reunidas as condições políticas” para realizar uma reunião
“em que ambos participassem simultaneamente”, depois de Maria José
Duarte se ter dirigido o atual presidente da câmara de “forma
insultuosa” na última AM extraordinária.“O
presidente da câmara, Pedro Nascimento Cabral, sugeriu que a reunião
fosse concretizada em dois momentos, um deles presidido por Maria José
Duarte e outro presidido por si próprio, sugestão que foi de imediato
aceite pelos deputados municipais e presidentes de junta de freguesia”,
afirma, acrescentando que a reunião decorreu na sede do PSD/Açores.O
líder do maior município dos Açores destaca ainda que “acima de
quaisquer intrigas políticas e partidárias estarão sempre os superiores
interesses dos munícipes de Ponta Delgada”.O
presidente da Câmara de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral (PSD)
revelou a 16 de agosto que ia enviar para o Ministério Público o projeto
relativo à requalificação do Mercado da Graça, para apurar eventuais
responsabilidades ou gestão danosa do anterior executivo, presidida por
Maria José Duarte, também social-democrata.Numa
Assembleia Municipal, Nascimento Cabral considerou que “não se pode
branquear o que está em causa ao abrigo de um qualquer suposto interesse
ou lealdade partidária”, salvaguardando que “o que se passa nesse
processo é de uma grande gravidade”.O
autarca ressalvou que o contrato de empreitada foi assinado “três dias
antes das eleições autárquicas (23 de setembro de 2021), tendo
considerado que devido a “pura negligência” o projeto agora terá que ser
revisto para contemplar o sistema de incêndios, um processo que se
estima que irá custar 500 mil euros e durará um período de cinco meses.A
então presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada, Maria José
Duarte manifestou o “repúdio absoluto” pelas palavras públicas relativas
ao projeto relativo ao Mercado da Graça do atual presidente,
responsabilizando-o.A anterior presidente
da Câmara referiu que ficou demonstrado “de forma clara e inequívoca”
que o seu executivo não tinha “tido conhecimento de que o projeto de
segurança contra incêndios não estava totalmente em conformidade com as
normas legais e regulamentares aplicáveis”.