Autarca da Madalena pede ‘consciência cívica’ à população
Covid-19
23 de mar. de 2020, 10:15
— Susete Rodrigues/AO Online
“É uma situação atípica, vemos pouca gente a circular na vila e nas
freguesias. Os restaurantes estão fechados, os bancos, os serviços
públicos, o comércio, digamos que tudo está parado ou quase parado”. É
desta forma que José António Soares, presidente da Câmara Municipal da
Madalena do Pico descreve como a população vive esses dias.As
recomendações e medidas decretadas pelo Governo dos Açores e pela
autarquia estão a ser cumpridas e sente-se nas pessoas “alguma
ansiedade. Estamos a viver um dia de cada vez, com a maior serenidade
que é possível. Estamos todos ‘dentro do mesmo barco’ para chegarmos a
bom porto”. No entanto, no fim de semana passado e no início desta
semana, José António Soares, confessa que existiu um pouco de pânico na
população e a corrida aos hipermercados “foi mais ‘intensa’”, mas
garantiu que os “dois hipermercados da ilha estão a funcionar com
regularidade e já se reabasteceram. Portanto, não há rutura de bens
essenciais” e, aqueles que não se podem deslocar, a autarquia está a
apoiar, nomeadamente “o nosso serviço social está a prestar apoio aos
idosos do concelho e às pessoas mais necessitadas”. Também “temos esta
‘linha aberta’ para os estudantes regressados e os visitantes que estão
em quarentena”. Isso porque e, tal como em outras ilhas, alguns
estudantes decidiram regressar à sua terra: “Sei que recebemos
estudantes que estão de quarentena e também alguns visitantes que estão a
cumprir essa mesma medida”, explicou o autarca, esperando, contudo,
“que continuem a cumprir o período de quarentena que foi decretado e que
a consciência cívica de cada um sobressaia a qualquer desejo de sair de
casa e contactar com outras pessoas”.O facto das viagens interilhas
da SATA Air Açores e as da Azores Airlines estarem suspensas é uma
excelente medida, na opinião de José António Soares, que “já deviam de
ter sido há muito mais tempo”. Sabemos que o presidente do Governo
dos Açores fez questão de pedir esta medida à República mas não foi
possível”. “É uma boa medida porque assim cada ilha consegue sobreviver e
receber o que é necessário para a sua sobrevivência. É muito mais fácil
conter a propagação desse vírus, do que estar com ‘fronteiras
abertas’”.