Aumento de camas para universitários dá mais “condições para que todos estudem”
22 de set. de 2020, 10:35
— Lusa/AO Online
“São
passos importantes. A ideia é dar condições para que todos estudem. No
ano passado tínhamos metade dos jovens com 20 anos a estudar em
Portugal, foi uma evolução importante, mas não chega, temos que ter mais
jovens a estudar e a pandemia de facto trouxe uma consciência acrescida
de que é preciso estudar mais”, realçou Manuel Heitor.O
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior falava após a visita
ao AquaValor – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da
Água, que tem sede em Chaves, no distrito de Vila Real.Para
Manuel Heitor, o aumento de camas para estudantes universitários é “um
passo para facilitar mais alojamento para todos os estudantes em todo o
país”.Hotéis, pousadas da juventude e
unidades de alojamento local vão disponibilizar “mais 4.500 camas” para
estudantes universitários, anunciou no domingo o Ministério da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).“Cerca
de mais 4.500 novas camas serão disponibilizadas em todo o país para os
estudantes do ensino superior, através de pousadas da juventude,
alojamentos locais e hotéis, representando um aumento de 16% face ao
total de camas disponibilizadas no ano letivo anterior”, realça o MCTES,
em nota à comunicação social.No total,
“mais de 18 mil camas” passam a estar disponíveis para os estudantes
universitários, “em condições de conforto, qualidade e segurança”,
quando, no ano letivo anterior, eram cerca de 16 mil.O
Governo destaca o reforço da “capacidade instalada de alojamento
público para estudantes”, sublinhando que tal decorre de “uma cooperação
estratégica com o setor do Turismo, permitindo manter postos de
trabalho e rentabilizando estruturas que, dada a diminuição da procura
turística, enfrentam desafios adicionais de sustentabilidade”.Segundo
o Governo, o aumento de camas resulta de acordos estabelecidos com a
Movijovem e várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e
de alojamento local.O governante lembrou
também o “aumento particularmente grande” de novos candidatos ao ensino
superior, mas destacou que o objetivo é continuar a aumentar os números.Com
um ano letivo marcado pela pandemia de covid-19, o ministro do Ensino
Superior assegurou ainda que o “objetivo é que o ensino seja
presencial”.“Esse objetivo e o grau de
cumprimento desse objetivo tem de ser feito com muito realismo e
sobretudo com muito pragmatismo, tem que ser observado todos os dias”,
sublinhou.E disse ainda acreditar que “as
instituições de ensino superior por todo o país têm as condições
necessárias para assegurar a realização do ensino presencial”.“Há
muitas incertezas, há muitas condições novas que todos os dias
aparecem, mas há uma certeza, é só com mais aprendizagem e com mais
ensino que conseguimos não apenas lidar com este mas com os outros
vírus”, apontou.