“O Conselho Nacional de
Juventude (CNJ), enquanto estrutura representativa das organizações de
juventude portuguesas, manifesta a sua oposição a esta medida, pois a
mesma representa um entrave ainda maior à frequência dos estudantes no
ensino superior público”, refere um comunicado distribuído pela
plataforma, que defende que “a eliminação das propinas é o garante do
verdadeiro sistema de ensino universal e público”, com “uma efetiva
igualdade de oportunidades entre todos”.O
ministro da Educação anunciou na terça-feira que o valor das propinas
das licenciaturas, que não sofre alterações desde 2020, passará de 697
para 710 euros a partir do ano letivo 2026/2027.Fernando
Alexandre argumentou que o congelamento "favorece mais os alunos com
rendimentos mais elevados", defendendo que as propinas são essenciais
para que as instituições de ensino superior prossigam "estratégias de
excelência". Para o CNJ, o aumento “não se
justifica, de modo algum”, quando “Portugal é o 2º país da União
Europeia em que as contribuições familiares mais peso têm no orçamento
do estudante e em que apenas 13% das camas previstas no Plano Nacional
para o Alojamento no Ensino Superior estão prontas”.Sustentando
que o financiamento do ensino superior deve ser feito “por via do
Orçamento do Estado e não à custa do bolso dos estudantes”, a plataforma
adianta que o aumento das propinas “contraria a necessidade de reforçar
o papel da educação como motor de desenvolvimento e coesão social”.