Atraso na nova avaliação ambiental “não existe” se for feita pelo LNEC
Aeroporto
13 de jul. de 2022, 11:31
— Lusa/AO Online
“A submissão da avaliação
ambiental estratégica a um novo concurso tem obviamente, desde logo, um
risco jurídico, mas também um atraso. […] Esse atraso não existe se for
adjudicada ao LNEC, obviamente muito respeitado no nosso país”, defendeu
o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que
está a ser ouvido no parlamento, por requerimento do PSD, para
esclarecimentos sobre os problemas nos aeroportos de Lisboa e do Porto.Pedro
Nuno Santos sublinhou que o tema da nova avaliação ambiental
estratégica do aeroporto para a região de Lisboa é uma decisão que o
Governo está disponível para tomar com o PSD.O
concurso público internacional anterior foi preparado pelo Instituto da
Mobilidade e Transportes (IMT), que decidiu, entre quatro propostas,
atribuir a realização da avaliação ambiental estratégica a um consórcio
formado pela Ineco e pela Coba.A nova
avaliação ambiental estratégica terá de ser levada a cabo, uma vez que o
Governo decidiu revogar a atribuição da mesma àquele consórcio.“Quando
foi lançado concurso para avaliação ambiental estratégica, que cumpriu
escrupulosamente as regras europeias, […] foi feita uma escolha e
fizemos uma avaliação política, porque o consórcio é detido por uma
empresa que, por sua vez, é detido por outra que detém a gestora dos
aeroportos de Espanha”, explicou hoje o governante.Pedro
Nuno Santos afirmou que, “independentemente da transparência e da
qualidade do trabalho desse consórcio, colocaria sempre sobre muitos
portugueses suspeitas ou dúvidas sobre esse resultado”, acrescentou.No
dia 29 de junho, o Ministério das Infraestruturas publicou um despacho
que dava conta de que o Governo tinha decidido avançar com uma nova
solução aeroportuária para Lisboa, que passava por avançar com o Montijo
para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este
estiver operacional, fechar o Aeroporto Humberto Delgado.No
entanto, no dia seguinte à sua publicação, o despacho foi revogado por
ordem do primeiro-ministro, António Costa, levando Pedro Nuno Santos a
assumir publicamente "erros de comunicação" com o Governo nas decisões
que envolveram o futuro aeroporto da região de Lisboa.Quanto
ao despacho, Pedro Nuno Santos recusou-se a discutir algo "que já não
existe", sublinhando que o Governo "procurará um consenso o mais
alargado possível" sobre a localização do aeroporto.O
governante não assumiu uma preferência de localização, mas referiu que
uma solução que implique a expansão do Aeroporto Humberto Delgado terá
implicações sociais e ambientais e que uma solução dual que não implique
essa expansão (Portela + Montijo) tem maior limitação no tempo".