Atlânticoline diz-se disponível para negociar com marinheiros se greve parar
5 de jan. de 2018, 17:25
— Lusa/AO online
"Desde
o primeiro dia que temos dito que quem rompeu com as negociações foi o
sindicato. A partir do momento em que o sindicato suspenda ou cancele a
greve estamos disponíveis para nos voltarmos a sentar à mesa", declarou à
agência Lusa o presidente do Conselho de Administração da
Atlânticoline, Carlos Faias. Os
marinheiros da operadora marítima Atlânticoline iniciaram na
quinta-feira uma greve de duas semanas - que se prolonga até 18 de
janeiro - em luta por uma revisão do acordo de empresa. Carlos
Faias sustenta que a contraproposta dos trabalhadores em causa "é no
mínimo desprovida de razoabilidade", representando em termos anuais "no
mínimo um aumento de 500 mil euros" de custos para a empresa,
nomeadamente com vencimentos."Todos
os nossos marinheiros, à exceção dos que estão de férias ou de baixa,
estão em greve", admitiu o presidente da empresa, sublinhando que no
universo dos trabalhadores da empresa os marinheiros representam 20%. "Nem o restante pessoal do mar nem o pessoal de terra está paralisado", concretizou Carlos Faias.Uma
determinação do Tribunal Arbitral estipulou os serviços mínimos diários
nos dias de greve "para a satisfação de necessidades sociais
impreteríveis de mobilidade, nomeadamente para efeitos laborais, de
saúde e escolares/académicos".Os
serviços mínimos incorporam duas viagens por dia entre a Horta e
Madalena (07:30 e 17:15), igual número de viagens em sentido inverso
(nos horários 08:15 e 18:00), e uma outra viagem entre a Horta e
Madalena às 09:00, seguida de uma entre Madalena e Velas às 09:40,
havendo depois um trajeto Velas-Madalena às 11:20 e Madalena-Horta às
12:55.A Atlânticoline é a empresa pública de transporte marítimo de passageiros e viaturas nas ilhas dos Açores.A Lusa tentou, sem sucesso, falar com os representantes dos trabalhadores em greve na Atlânticoline.