Ativista Greta Thunberg rejeita prémio ambiental por inação contra a crise climática
30 de out. de 2019, 08:14
— Lusa/AO Online
Thunberg, promotora do
movimento "FridaysForFuture", foi distinguida por dar "nova vida" ao
debate sobre o meio ambiente e o clima e inspirar milhões de pessoas a
exigir ações concretas dos governos."Estou
numa viagem à Califórnia, então não posso estar presente. Agradeço ao
Conselho Nórdico por esta distinção, é uma grande honra, mas o movimento
climático não precisa de mais prémios, mas que os líderes e os
políticos oiçam a ciência", afirmou através de uma mensagem lida na gala
anual deste órgão em Estocolmo.A
adolescente sueca de 16 anos foi representada por Isabelle e Sophia
Axelsson, da secção sueca de "FridaysForFuture", encarregue de rejeitar o
prémio em seu nome, de 350 mil coroas dinamarquesas (quase 47 mil
euros)."Pertencemos aos países que mais
podem fazer, mas dificilmente fazem qualquer coisa. Então, até que
comecem a agir de acordo com o que a ciência exige, eu e a
FridaysforFuture Sweden optamos por não aceitar o prémio ambiental do
Conselho Nórdico", disse.O Conselho
Nórdico é composto pela Islândia, Dinamarca, Suécia, Noruega e
Finlândia, além dos territórios autónomos dinamarqueses da Groenlândia e
das Ilhas Faroe, e Åland (Finlândia).Em
setembro de 2018, Greta Thunberg iniciou uma greve escolar em frente ao
parlamento sueco para exigir medidas contra as alterações climáticas,
que inspiraram um movimento global e levaram-na a ser recebida pelos
líderes mundiais e a participar de conferências de alto nível.A
adolescente sueca começou um período sabático no verão para viajar para
os Estados Unidos e poder participar na cimeira climática realizada no
mês passado na sede da ONU em Nova York, bem como na Conferência das
Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que decorre no Chile em
dezembro.A sua recusa em viajar de avião
para evitar emissões poluentes, levou a jovem a atravessar o Atlântico
num veleiro e a usar autocarros e comboios para viajar nos Estados
Unidos.Recentemente, Greta Thunberg foi
homenageada com o chamado Nobel Alternativo pela fundação Swedish Right
Livelihood Award e foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz deste ano, que
foi entregue ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, pela sua
iniciativa de resolver o conflito na fronteira entre o seu país e
Eritreia.