Atividade do vulcão Mayon nas Filipinas obriga à retirada de 300 famílias
Hoje 12:15
— Lusa/AO Online
Não houve nenhuma erupção
explosiva do Mayon, que tem entrado em erupção de forma moderada e
intermitente desde janeiro, mas enormes depósitos de lava na encosta
sudoeste do vulcão desceram repentinamente numa corrente piroclástica —
uma avalanche de rochas quentes, cinzas e gás — antes do anoitecer de
sábado, informou o diretor do Instituto Filipino de Vulcanologia e
Sismologia, Teresito Bacolcol.As
autoridades afirmaram que não foram registadas mortes nem feridos, mas
enormes nuvens de cinzas espalharam-se por 87 aldeias em três cidades,
apanhando muitos de surpresa e afetando o trânsito rodoviário devido à
fraca visibilidade."A queda de cinzas foi
tão densa que a visibilidade era nula, mesmo na nossa estrada nacional",
informou o presidente da Câmara de Camalig, Caloy Baldo, cuja cidade
fica perto do sopé do vulcão."Alguns
aldeões entraram em pânico, mas aconselhámos que se acalmassem", disse
Baldo, em declarações à agência de notícias Associated Press.As
explorações agrícolas foram danificadas pela queda de cinzas, que
também matou quatro búfalos e uma vaca em Camalig, disse Baldo,
acrescentando que estava em curso uma operação de limpeza na cidade de
oito mil habitantes, na província filipina de Albay."Agora está tudo calmo novamente, mas o perigo está sempre presente", disse Bacolcol, sobre o estado do Mayon hoje.O
vulcão de 2.462 metros é uma das principais atrações turísticas das
Filipinas devido à forma cónica quase perfeita. Mas é também o mais
ativo dos 24 vulcões do país.As
autoridades elevaram o alerta de cinco níveis em torno do Mayon para o
nível 3 em janeiro, após uma série de erupções moderadas, que causaram
quedas intermitentes de rochas, algumas do tamanho de carros, a partir
da cratera do pico, juntamente com fluxos piroclásticos mortais.