"Atentados mostraram a importância de alianças e unidade"

11 Set/25 Anos

Hoje 17:40 — Lusa/AO Online

Numa declaração divulgada na véspera de se assinalar o 25.º aniversário do 11 de Setembro, Ursula von der Leyen considerou que os atentados foram “o acontecimento com maiores consequências na viragem do século”.Os atentados vieram “reforçar a importância das alianças e da segurança coletiva. A Europa soube imediatamente de que lado estava. Estivemos ao lado da América”, salientou Von der Leyen, recordando que, “pela primeira e única vez na sua história, a NATO invocou o artigo 5.º”.“Um ataque contra um era um ataque contra todos. Estivemos unidos na defesa dos princípios que nos unem dos dois lados do Atlântico: a liberdade e a democracia”, frisou na declaração.A presidente da Comissão Europeia referiu que, 25 anos depois, as ameaças “mudaram” e veem-se novamente “águas geopolíticas turbulentas, marcadas pela rivalidade entre grandes potências, pela guerra e pelo confronto entre Estados”.“Mas a lição do 11 de Setembro permanece. Em momentos de perigo, as nossas alianças são importantes. A nossa unidade é importante. E os valores que escolhemos defender são importantes”, sustentou, após um ano em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou reiteradamente sair da NATO, anexar militarmente o território autónomo dinamarquês da Gronelândia e impor tarifas à União Europeia (UE). A presidente da Comissão Europeia apontou ainda que, em 11 de setembro de 2001, “os responsáveis pelos ataques queriam espalhar o medo muito para além de Nova Iorque, da Virgínia e da Pensilvânia”.“Vinte e cinco anos depois, sabemos que falharam. As nossas democracias resistiram. As nossas sociedades permaneceram livres. E a ideologia do terror não conseguiu impor o seu domínio sobre o nosso mundo”, sublinhou.Von der Leyen recordou igualmente que, no local onde antes se encontravam as Torres Gémeas, há hoje “duas colunas de luz que se projetam sobre o céu de Nova Iorque”.“Desafiam o esquecimento. Guardam a memória daqueles que perdemos. E recordam-nos que a luz triunfa mesmo nos dias mais sombrios”, concluiu.Os ataques do 11 de Setembro provocaram 2.977 mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes, e constituíram o mais mortífero atentado terrorista cometido em território norte-americano.Os ataques foram conduzidos pelo grupo terrorista Al-Qaida.Dois aviões sequestrados atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono (sede do Departamento de Defesa) nos arredores de Washington.Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.Os atentados desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.