Atendimento e falta de higiene dominam reclamações
Hoje 09:44
— Rui Jorge Cabral
Durante o ano de 2025, a Inspeção Regional do Turismo (IRTur) recebeu
403 reclamações, com maior destaque para a ilha de São Miguel,
seguindo-se a ilha Terceira. E conforme refere o relatório de
atividades da IRTur relativo a 2025, a categoria mais significativa no
que às reclamações diz respeito “refere-se à deficiente prestação de
serviços e atendimento, o que representa 39 por cento do total de
reclamações”.Em segundo lugar e com 17 por cento do total, “surgem
as reclamações relacionadas com a falta de higiene, limpeza e presença
de pragas/insetos”, refere a IRTur. No que diz respeito aos
insetos, “destaca-se a presença de insetos rastejantes, em especial,
baratas, como a ocorrência mais frequentemente reportada pelos
reclamantes”. Para a Inspeção Regional do Turismo, estes dois
grupos, que juntos somam mais da metade das reclamações, “apontam para
áreas críticas que exigem uma atenção prioritária e a necessidade de
estratégia de autocontrolo de pragas mais direcionada e eficaz”.Refira-se
que as 403 reclamações recebidas pela IRTur no ano passado estão em
linha com as registadas em 2024, mas estes dois últimos anos
representaram um grande aumento face ao número de reclamações - menos de
300 - que a IRTur registou nos anos de 2019 e 2023, respetivamente os
anos de referência antes e depois da pandemia de Covid-19. Alerta da IRTurNo
seu relatório de atividades relativo a 2025, a Inspeção Regional do
Turismo considera que “à medida que o destino acolhe um número crescente
de visitantes e a atividade económica se intensifica, é expectável que o
volume de interações entre turistas, empresas e serviços se amplie,
aumentando também a probabilidade de ocorrência de conflitos, falhas
operacionais ou expectativas não correspondidas”.Por isso, explica a
IRTur, “parte do acréscimo registado nas reclamações, sobretudo nos
anos mais recentes, em que os valores atingem os seus máximos, não deve
ser interpretado exclusivamente como sinal de deterioração da qualidade,
mas também como reflexo de um mercado mais dinâmico e sujeito a maior
pressão sobre infraestruturas, alojamentos, transportes e serviços
turísticos”. Mas apesar disso, a IRTur considera essencial manter-se
“vigilante e firmemente comprometida” com a análise sistemática e a
fiscalização rigorosa dos operadores alvo das reclamações, “assegurando a
implementação de medidas corretivas e preventivas que garantam a
salvaguarda da qualidade e a confiança no destino turístico”.Análise das reclamaçõesTendo
como referência 295 reclamações registadas, apenas 11 reclamações foram
concluídas em mais de 90 dias úteis, não cumprindo o objetivo, revela a
IRTur no seu relatório de atividades relativo a 2025.Entre as
restantes, 41 reclamações foram tratadas entre 60 e 90 dias úteis,
correspondendo ao cumprimento do objetivo e 243 reclamações foram
analisadas em menos de 60 dias úteis, “o que representa 82 por cento das
reclamações”. Para a IRTur, estes resultados “demonstram que a
maioria significativa das reclamações é tratada dentro do prazo limite
de superação, demonstrando eficiência operacional e capacidade de
resposta adequada”.