21 de dez. de 2017, 16:01
— Miguel Bettencourt Mota
Diz-se de um 'open studio', um espaço que não só trabalha com
criadores residentes, como se dispõe a acolher outros artistas e a gerar
resultados em contexto de colaboração. Na freguesia do Rosário, são os
trabalhos em processo dos
artistas Beatriz Brum, João Miguel Ramos e Navi the Character aqueles
que já se podem contemplar neste primeiro evento público do atelier.Beatriz Brum é quem está a gerir o
estúdio - a antiga carpintaria do pai -, mas tem-no partilhado com o
artista plástico João Miguel Ramos desde o início do ano. "Inicialmente
usei-o como espaço de criação para mim, mas depois senti a necessidade
de partilhá-lo com alguém. Acabou por acontecer também por vontade do
João Ramos e, agora, com o 'open studio' consegui concretizar a minha
vontade de abrir portas ao público", disse Beatriz, também artista
plástica. Afinal, o atelier foi criado no sentido de se constituir como
um sítio onde se pode "ver e refletir sobre arte contemporânea nos
Açores", prosseguiu em entrevista a este jornal.Para a jovem
micaelense, o estúdio é mais um elemento que se vem juntar à oferta
cultural existente na Lagoa e considera que poderá contribuir para tornar a cidade "um
ponto de referência" no roteiro das artes em São Miguel.Este primeiro evento, que marca a natureza 'open studio' daquele espaço,
está a ter o apoio do Walk&Talk - Festival de Artes e da Adega Mayor
Em 2018, o Brum Atelier tem o "ambicioso" objetivo de acolher residências artísticas que integrem criadores exteriores à Região.