Astronautas da Artemis II viram pó lunar e novas cores na Lua
Hoje 14:55
— Lusa/AO Online
Os quatro astronautas
conversaram com a líder do Diretório Científico de Missão da NASA,
Kelsey Young, para partilharem memórias do seu tempo em torno da Lua,
com o objetivo de ajudar missões futuras a levar humanos à superfície
lunar em 2028.Quatro brilhos de impacto,
pelo menos, fenómenos de luz que ocorrem após a colisão de meteoritos
com a superfície lunar, pó lunar levantado por forças eletroestáticas, e
novas cores foram algumas das descobertas da missão, a primeira
tripulada por humanos em órbita da Lua em mais de 50 anos, desde a Apolo
17, em 1972.Também hoje, os astronautas
falaram por rádio com amigos na Estação Especial Internacional, algo que
as missões Apolo dos anos 1960 e 1970 não podiam fazer, na última vez
que a Humanidade chegou tão longe.Christina
Koch, na Artemis II, e Jessica Meir, na Estação, encontraram-se de
novo, a 370 mil quilómetros de distância, após terem feito, em 2019, a
primeira ‘caminhada no espaço’ inteiramente realizada por mulheres,
então em torno do laboratório de órbita.Foi
estabelecido um recorde de distância para humanos e foram tiradas
várias fotografias do lado oculto da Lua, antes do regresso à Terra, com
a aterragem planeada para sexta-feira, na costa da Califórnia, tendo
saído hoje da influência lunar.Na
segunda-feira, o recorde de 400.171 quilómetros atingido pela Apollo 13,
em 1970, foi ultrapassado pelos astronautas norte-americanos Christina
Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e o canadiano Jeremy Hansen.A cápsula Orion, da missão Artemis II, alcançou o recorde às 12:57 do centro da NASA (18:57 em Lisboa).