Associações defendem estratégia “séria e transversal” para a serra da Estrela
Incêndios
9 de set. de 2022, 11:29
— Lusa/AO Online
Em
comunicado dirigido ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte
Cordeiro, as 14 entidades subscritoras referiram que esta será “a
derradeira oportunidade para se desenhar uma estratégia séria e
transversal de conservação e recuperação” da serra da Estrela, “tanto a
nível ambiental, como económico e sociocultural”.Depois
de discutirem “as grandes preocupações e desafios que se antecipam”
para o território, “nas próximas semanas e meses”, e de se
disponibilizarem a contribuir para o relatório de diagnóstico, as
associações lembraram que têm um papel importante no envolvimento das
comunidades que, a par de facilitarem o acesso à informação, são
“fundamentais no desenho e implementação das estratégias de
desenvolvimento local”.“Qualquer
estratégia que se venha a desenhar para a reconstrução dos ecossistemas e
dos modos de vida das comunidades existentes na área do Parque Natural
da Serra da Estrela (PNSE) deverá ser idealizada a partir das bases,
tendo em consideração as especificidades dos diferentes locais da serra
da Estrela e em colaboração com os agentes locais”, apontaram.Segundo
o comunicado conjunto do movimento associativo enviado à agência
Lusa, a estratégia a desenvolver para o PNSE “deve ser sustentável e,
como tal, estar alicerçada na diversidade de atividades sociais,
culturais e económicas que fazem parte da serra da Estrela, nomeadamente
as atividades tradicionais, mas também o turismo sustentável e
atividades agrossilvopastoris que são, elas mesmas, responsáveis pela
gestão e segurança de grande parte da paisagem”.“A
par da estratégia de recuperação ambiental alicerçada na promoção das
atividades tradicionais, a serra da Estrela é um espaço amplo e
abrangente para potenciar o desenvolvimento de uma sucessão ecológica
funcional com ecossistemas diversos, completos e abundantes em fauna e
flora que diferenciam a recuperação deste território com vista à sua
resiliência futura face aos desafios climáticos e antropogénicos do
futuro”, defenderam.As associações também
alertaram para as dificuldades associadas às questões da propriedade dos
terrenos, "que podem ter elevado impacto na capacidade de implementação
da estratégia que venha a ser desenhada” e recomendaram “que seja tida
em consideração a diversidade de conhecimento já produzido/evidência e
as boas práticas já implementadas em outras áreas protegidas nacionais e
internacionais no processo de definição da estratégia de recuperação e
reconversão do PNSE".