Associação Terra Verde está a avaliar danos nas produções agrícolas
23 de ago. de 2024, 16:30
— Lusa
“A
Terra Verde, no início da semana, já começou a fazer um levantamento
dos prejuízos causados e que irão ser causados, fazendo uma estimativa
para apresentar ao Governo Regional, uma vez que, infelizmente, ainda
não temos seguros agrícolas a funcionar”, explicou.O
dirigente sublinhou que “não há razão nenhuma para que os mesmos não
aconteçam” e indicou haver prejuízos nas produções de batata-doce,
batata, couve, repolho, melancia, meloa, pimenta, abóbora, cânhamo e
milho doce, entre outras.Nas explorações
agrícolas há danos nessas culturas que atingem os 70% e não são maiores
porque algumas estavam já a meio da colheita.“Há
outras que estavam a um terço da sua plantação e que se foram embora.
Naquelas que ainda faltava um mês para colheita consegue-se apanhar de
25% a 30% da produção”, frisou o dirigente.Segundo
Manuel Ledo, o cenário de seca é agudizado pelo facto de os produtores
não terem uma rega agrícola, sendo a água proveniente da rede pública
dos municípios, o que “vem causar grandes perdas”.A
associação quer que o Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA)
“também faça uma distribuição da água não só para a pecuária, mas também
para a parte agrícola”, podendo assim os produtores prevenir-se com
tanques ou charcas.Manuel Ledo sugeriu um melhor aproveitamento da água das ribeiras que correm para o mar, com uma distribuição pela agricultura.Os
Açores estiveram este mês vários dias sob aviso meteorológico amarelo
(o menos grave de uma escala de três) devido ao tempo quente, com
temperaturas máximas de 29 e 30 graus Celsius e mínimas entre 21 e 23
graus, pouco habituais nas nove ilhas.Esta
semana, a Federação de Bombeiros da Região Autónoma dos Açores pediu
aos residentes no arquipélago “o máximo de prudência na realização de
queimadas” devido ao risco de incêndios rurais, que não são comuns no
território.A Terra Verde - Associação de
Produtores Agrícolas do Açores, com sede na ilha de São Miguel, surgiu
em 2012 com o intuito de "defender e salvaguardar os direitos e
interesses dos produtores agrícolas, sendo uma voz ativa juntos dos
decisores político".