Associação sindical da PSP diz que polícias no Corvo "pagam para trabalhar"
13 de jul. de 2022, 16:51
— Lusa/AO online
Paulo
Pires, dirigente da ASPP, disse à agência Lusa que, em causa, está "o
pagamento das despesas de alimentação" de dois elementos da PSP que se
deslocam à mais pequena ilha dos Açores "de semana a semana", para "o
serviço exclusivo da segurança aeroportuária" do aeródromo do Corvo,
gerido pela companhia aérea açoriana SATA."A
segurança aeroportuária é um serviço púbico. É um serviço obrigatório",
referiu o dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da
Polícia.Paulo Pires explicou que a SATA
"deixou de assumir, em julho" deste ano, as despesas, pois
"contratualizou com uma empresa de segurança" serviços que estavam a ser
"assegurados, temporariamente", por dois elementos policiais."Mas é exigido ter, no aeródromo, a presença da PSP", assinalou.Segundo
o dirigente sindical, "a direção nacional da PSP decidiu a 01 de julho
que assumiria as despesas de alojamento a estes dois polícias”."[A
direção nacional] Assume as despesas de alojamento, mas não de
alimentação. Na ilha do Corvo a restauração não abunda. No único
restaurante existente a verba disponibilizada não chega para uma
refeição. Na prática os elementos policiais pagam para trabalhar",
apontou.De acordo com o dirigente da
ASPP/PSP, "a diligência fica numa estimativa média mensal de 3.991,00
euros para os dois elementos policiais", importância "já assumida pela
PSP entre 2018 e 2020 pelo anterior diretor nacional".A
Associação adianta que já enviou um ofício ao diretor nacional da PSP a
questionar sobre as razões desta decisão, alegando que "os polícias que
vão em diligência à ilha do Corvo, na prática, vão ter que pagar para
trabalhar".A ilha não tem esquadra e os
dois agentes deslocam-se, de forma alternada, ao Corvo para o serviço
exclusivo da segurança aeroportuária.