Associação que organiza festival AngraJazz leva jazz a todas as ilhas dos Açores
18 de out. de 2024, 14:50
— Lusa/AO Online
“Pretende-se
que os Açores vivam o seu festival de jazz de uma forma intensa e que
mesmo os que não vão ao Centro Cultural [de Angra do Heroísmo]
experimentem o jazz. Pretende-se que tanto os locais como os turistas
sejam surpreendidos pelo jazz que já se faz/toca nos Açores”, avançou a
associação, em comunicado de imprensa.Há
25 anos que a associação organiza o festival AngraJazz, em Angra do
Heroísmo, na ilha Terceira, por onde já passaram alguns dos maiores
nomes do jazz internacional, como Carla Bley, Toots Thielemans e Charles
Lloyd.Segundo a associação, o desafio
para estender o festival a outras ilhas é feito “há muitos anos” pelos
órgãos políticos regionais, mas tem sido travado por “inúmeros
obstáculos”, desse a identidade do evento à "dificuldade de encontrar
parceiros com capacidade organizacional e financeira".Este
ano, para celebrar o 25.º aniversário do festival, a organização
decidiu levar a outras ilhas um modelo semelhante ao Jazz na Rua, que
integra a programação do AngraJazz desde 2017, com espetáculos gratuitos
de músicos locais em lojas e cafés da cidade de Angra do Heroísmo. Entre
outubro de 2024 e abril de 2025, o projeto, designado como Jazz nas
Ilhas/AngraJazz 25 anos, leva às restantes oito ilhas dos Açores um
concerto da Orquestra AngraJazz e sete espetáculos de grupos composto
por músicos formados na orquestra.Do
programa constam já as bandas da ilha Terceira Wave Jazz Ensemble, Sofia
Dutra Trio e Sónia Pereira Trio, mas poderão juntar-se ainda “projetos
existentes nas ilhas onde se realiza cada um dos eventos”.“Esta
proposta criará um intercâmbio entre todos os músicos do arquipélago, à
volta do jazz que pelas ilhas se faz. Pretendemos abranger o maior
número possível de músicos e juntar aos grupos participantes, outros
grupos locais que, não se desviando do jazz, garantam a qualidade dos
concertos”, adiantou a organização.Para a associação AngraJazz, o Jazz nas Ilhas, tal como Jazz na Rua permitem “divulgar e formar públicos e músicos”.“Dão
lugar a uma muito maior envolvência da população no festival, à
cativação de novos públicos e à divulgação do jazz e do festival junto
da população, mas também dos turistas, de uma forma cativante, imediata e
amigável”, frisou.O evento tem um
orçamento de 33.250 euros e conta com o apoio da direção regional da
Cultura dos Açores, da empresa Eletricidade dos Açores (EDA) e das
autarquias e patrocinadores locais.A organização dos espetáculos em cada uma das ilhas terá também a participação de agentes culturais locais.