Associação pede proteção da orla costeira da Povoação
10 de out. de 2023, 08:50
— Paulo Faustino
A Associação dos Proprietários e Amigos da Costa Povoacense (APACP)
pediu ontem à Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas, Berta Cabral, a proteção da orla marítima da Povoação,
sobretudo nos locais onde há habitação, em resultado da erosão costeira.Trata-se
de um problema recorrente em várias áreas costeiras nos Açores, visível
muitas vezes sob a forma de derrocadas, e que naquela parte da ilha de
São Miguel está a ser também sentido ao longo de uma centena de moradias
espalhadas pelo perímetro que vai desde a Vila da Povoação até ao Faial
da Terra, passando por Nossa Senhora dos Remédios.A associação tem
vindo a fazer a manutenção do acesso pedonal com o apoio daquelas juntas
de freguesia e da Câmara Municipal da Povoação, mas começaram a surgir
dificuldades acrescidas que justificam a intervenção do Governo
Regional.“É um problema dos Açores e das orlas marítimas, mas nós
também estamos a sentir isso ali e existe a necessidade de sinalizar”,
salientou Bruno Domingues, da Associação dos Proprietários e Amigos da
Costa Povoacense. Que deixa claro que o que se pretende é que a tutela
reforce a orla marítima povoacense porque “o mar está, cada vez, a
ganhar mais e mais espaço e todos os anos destrói-nos o acesso pedonal,
que tem que ser reconstruído, e provoca também algumas derrocadas”.Após
a audiência com a APACP, Berta Cabral reconheceu a necessidade de uma
intervenção no local que, apesar de não estar prevista, deverá avançar
na sequência do levantamento que irá decorrer. “Vamos agora fazer o
levantamento e trabalhar em conjunto”, realçou a secretária regional,
aludindo ao trabalho visando o projeto de execução que será feito entre a
Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e a
Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, envolvendo a
Direção Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos.“Vamos
trabalhar naquilo que é possível durante o ano de 2024, mas ir para o
terreno naturalmente só em 2025”, salientou Berta Cabral.