Associação Empresarial dos Açores criada para defender pequenas e médias empresas
21 de jan. de 2022, 12:31
— Lusa/AO Online
Em declarações à Agência Lusa, o empresário
Célio Teves explicou que o objetivo é que as pequenas e médias empresas
(PME’s), as micro empresas e os empresários em nome individual “reúnam
as condições que permitam que estas se desenvolvam e contribuam para que
a região cresça”.O economista salvaguarda
que estas pequenas empresas “representam a maioria do tecido
empresarial dos Açores e criam mais de 98% do emprego".O
porta-voz da comissão instaladora diz ser “necessário, pela conjuntura
que se está a viver, de crise pandémica e económica, criar condições
para que as PME’S possam ser mais resilientes e dinâmicas”.
Pretende-se exercer influência, por exemplo, junto do Banco de Fomento,
um “instrumento fundamental na atribuição das verbas comunitárias”.
A Associação Empresarial dos Açores quer representar também as PME’S
junto do Governo Regional para trabalhar na “definição das regras do
Quadro Comunitário de Apoio, um instrumento fundamental para os próximos
sete anos, para o desenvolvimento empresarial e a economia da região”.O
porta-voz da associação vai ainda desenvolver esforços junto dos
municípios como “entidades responsáveis na necessidade de agilizar
processos”.“Já há longos que os
empresários das PME’S não se veem representados e não têm voz ativa, e
as instituições que o deviam fazer não o fazem: não nos sentimos
representados pela Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada”,
disse Célio Teves.Para o empresário, a
Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada “pode ter tido um papel
muito importante no passado, mas este é muito longínquo”.O
responsável considera que, neste momento, é “uma instituição arcaica,
obsoleta e que não dá resposta nem põe em cima das mesa as questões
primordiais das PME’s”.Célio Teves recorda
que no âmbito das verbas das Agendas Mobilizadoras do Plano de
Recuperação e Resiliência (PRR), o presidente da Câmara de Comércio e
Indústria de Ponta Delgada “afirmou que tinha defendido junto do Governo
que a totalidade das verbas deviam vir na totalidade para o tecido
empresarial".No entanto, "quando tiveram
oportunidade de liderar o processo, garantiram que mais de 50% do valor
iria para organismos e empresas públicas e não para o tecido
empresarial”, lamentou.“Sentimos que estão
a defender mais os seus interesses individuais – e a Câmara de Comércio
e Indústria de Ponta Delgada é pontuada pelas grandes empresas. Não
estão a colocar em primeiro lugar o sentido de missão em resolver os
graves problemas da economia açoriana”, defende o empresário.São 31 as empresas que integram a comissão instaladora da Associação Empresarial dos Açores.A associação tem a uma assembleia-geral marcada para terça-feira às 18h00.