Associação dos transitários estima crescimento do setor em 2017 pela 1ª vez em três anos
8 de nov. de 2017, 13:37
— Lusa/AO online
“Tem
sido um ano de crescimento das exportações e uma larga franja dos
associados lidam diretamente com os exportadores nacionais, portanto, em
termos de volume de negócios, apesar de ainda estar o ano a decorrer,
antevemos que seja um ano francamente positivo”, disse o responsável em
declarações à agência Lusa, a propósito da realização do XVI congresso
do setor, que decorre na sexta-feira e no sábado em Lisboa. A
APAT tem atualmente 256 associados, essencialmente Pequenas e Médias
Empresas (PME), que representaram em 2016 um volume de faturação de
1.672 milhões de euros, em 2015 de 1.675 milhões de euros e em 2014 de
1.798 milhões de euros.“Estamos
em crer que, em 2017, haja um acompanhamento do crescimento das
exportações, que estão a subir 11,5%, e que, depois dos últimos três
anos estagnação dos associados, este ano sejam retomados os valores de
2014”, disse. Segundo o responsável, esta evolução resulta do “acumular de vários fatores”.“Por
um lado, o ambiente empresarial positivo, mas também um culminar do
trabalho que é feito pelos clientes na procura de novos mercados, desde
que a crise assim também os obrigou. Entrar num novo mercado não
acontece de um dia para o outro. Nos próximos anos este crescimento vai
continuar a acontecer, até porque o trabalho desenvolvido nos últimos
três ou quatro anos vai começar a dar resultados também”, disse. A
ajudar o setor está também “a imagem positiva de Portugal nos últimos
anos, a que o crescimento do turismo e da procura de Portugal e daquilo
que ele produz não é alheio”, afirmou.De
acordo com Paulo Paiva, o setor está a ter crescimentos muito
significativos em novos mercados do Oriente, que estão a compensar as
perdas observadas nos clientes mais tradicionais de Portugal que eram
Angola e o Brasil.Ao nível do transporte rodoviário, o principal mercado continua a ser o europeu. O
congresso, que decorre na sexta-feira e no sábado, promete “reunir
alguns dos maiores operadores em Portugal, assim como representantes das
maiores empresas importadoras e exportadoras do país, e neste evento
serão discutidos temas de especial interesse para a atividade
transitária e logística”, alguns transversais a setores próximos ou
complementares do transporte internacional de mercadorias e às
atividades ligadas ao comércio internacional, bem como à inovação
tecnológica nestas mesmas áreas.“Vamos
fazer um debate em torno da facilitação do comércio internacional em
Portugal e uma abordagem ao futuro da atividade logística e à forma como
as tendências tecnológicas, nomeadamente ao nível do ‘e-commerce’
[comércio eletrónico] nos influencia”, disse Paulo Paiva. Também serão debatidas as estratégias assumidas para as infraestruturas ao nível dos portos, ferrovia, rodovia e aeroportos. “Os
nossos desafios continuam a ser conseguir sensibilizar o poder politico
para a necessidade de uma resposta e investimento em infraestruturas
que estejam à altura das expectativas e objetivos das exportações. Sem
esta aposta concretizada, as exportações poderão continuar a crescer,
mas depois não terão resposta”, disse.