Associação diz que setor imobiliário foi “esquecido” nos apoios
Covid-19
23 de mar. de 2020, 18:46
— Lusa/AO Online
De acordo com os dados recolhidos pelo
gabinete de estudos da APEMIP, “em 2019 transacionaram-se 181.478
alojamentos familiares, mais 2.787 do que em 2018, o que representa um
aumento de 2% face ao ano anterior”, lê-se num comunicado, hoje
divulgado pela associação.Em valor, a evolução foi de 25,6 mil milhões de euros, um aumento de 6,3% comparativamente com o ano de 2018, adiantou a APEMIP.No
quarto trimestre do ano passado, a entidade “contabilizou um total de
49.232 vendas de casas, registando um incremento de 7,4% face ao
terceiro trimestre do ano, e um crescimento homólogo de 6,1%, fixando-se
como o melhor desde que há registo”.Apesar destes números, 2020 não se adivinha fácil, tendo em conta a pandemia de covid-19.O
presidente da APEMIP, Luís Lima, citado na mesma nota, indicou que “não
é compreensível que um setor que encaixa um valor de investimento tão
avultado para o país seja completamente esquecido pelo Governo quando se
trata de atribuir medidas excecionais de apoio no seguimento da
pandemia de covid-19”.Segundo o mesmo
dirigente associativo, “neste momento, não há concretização de negócios
por dois motivos: as escrituras que estavam previstas foram adiadas, e
não há visitas a imóveis”.“A quebra de faturação das imobiliárias é brutal, e não há uma solução efetiva”, salienta.De
acordo com Luís Lima, “seria expectável que o Governo reconhecesse as
dificuldades que agora surgem e preparasse medidas de apoio específicas
para estas empresas, das quais dependem cerca de 40 mil pessoas. A Linha
de Crédito de 200 milhões de euros [anunciada pelo Governo] é
insuficiente para a quantidade de setores que a ela necessitarão de
recorrer”, garante. O presidente da APEMIP
sublinha ainda “a quantidade de questões burocráticas a que as empresas
têm que responder para aceder a este financiamento, e que impedem a
agilização que agora seria necessária”.