Associação Discotecas defende reabertura gradual dos espaços fechados há um ano
Covid-19
22 de mar. de 2021, 18:10
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa na véspera de uma reunião com o Governo,
José Gouveia avançou que, no encontro, o setor irá pedir “novos produtos
em matéria de apoios”, tendo em conta que as discotecas e bares estão
fechadas desde março de 2020 devido à pandemia.“O
setor precisa de outra injeção de capital, não para ter as portas
abertas porque ainda estão encerradas, mas para se manterem saudáveis.
Há que majorar os apoios”, avançou, referindo ainda a necessidade de
apoios com retroativos, por exemplo, ao nível das rendas.Para
o presidente da Associação Nacional de Discotecas, o encontro vai
servir igualmente para pensar na retoma, “nas reaberturas”, esperando
que sejam discutidos “apoios para a retoma e os vários formatos que se
podem apontar como exequíveis para a reabertura”.“À
partida sabemos que terá de ser feito de forma gradual numa fase
inicial teríamos os bares e espaços ao ar livre com possibilidade de
abertura imediata e, pouco tempo depois, pensar nos espaços de noite
‘indoor’ com as devidas restrições”, explicou José Gouveia.O
responsável adiantou que vários cenários estão em cima da mesa e
lamentou que o Governo tenha “ignorado mais uma vez a noite”, aquando
das fases do plano de desconfinamento apresentado pelo
primeiro-ministro, António Costa.“Mais uma vez, falou de todos os setores e a noite ficou no silencio”, desabafou.Lembrando
que o Governo falou nos eventos e em criar testes piloto e eventos
piloto, o responsável disse que irá colocar o setor da noite “à boleia”
dessas iniciativas porque há quem faça “eventos esporadicamente e a
noite faz-se todos os dias”, pelo que, o que for necessário uns seguirem
não será muito diferente para os outros.Em
relação à realização de testes rápidos à entrada dos locais de diversão
noturna, José Gouveia disse que esses testes têm preços a rondar seis
euros a unidade, pelo que, num espaço com capacidade para 400 pessoas
“seriam 2.400 euros por dia e, aí, ou o Estado comparticipa ou terá de
ser imputado ao utente da noite”.“Sabemos
que, além de estarmos a viver uma crise de saúde sanitária, há também
uma crise financeira e estamos a aumentar os custos para o utente”,
lembrou, acrescentando que, a estas duas crises se junta uma terceira, a
crise de confiança.“Há que ver também como as pessoas estão confiantes em frequentar discotecas com um número elevado de pessoas”, frisou.Para
já, José Gouveia sublinha a importância de se dar primazia a bares com
esplanada e pequenos bares, além de espaços ao ar livre e pensar depois
nas discotecas “indoor”.“Não há capacidade
de esperar mais, é abrir ou fechar permanentemente, estamos a entrar na
fase de extrema unção deste ramo”, lembrou.