Associação defende centros de longevidade para prevenir institucionalização de idosos
31 de jul. de 2025, 14:46
— Lusa/AO Online
Ricardo
Pocinho, presidente da ANGES, instituição que comemorou 13 anos, explicou que estas unidades se destinam a “prevenir a
institucionalização, evitar a solidão, promover a melhoria do estado de
saúde e o bem-estar geral das pessoas com 65 ou mais anos, através de
uma abordagem integrada, preventiva e baseada na evidência”.Numa
nota enviada à agência Lusa, a ANGES refere que “num momento em que
muito se discute sobre práticas menos adequadas em lares de idosos,
muitas vezes fruto da escassez de profissionais e da sobrecarga na
procura por respostas institucionais, os centros de longevidade surgem
como uma alternativa viável e ética, centrada na promoção da autonomia,
do envelhecimento ativo e do apoio comunitário”.“Os
projetos que tenho coordenado em Portugal, Brasil e Cabo Verde
demonstram ganhos significativos na saúde física, no bem-estar subjetivo
e na qualidade de vida dos utilizadores”, adiantou Ricardo Pocinho,
citado não comunicado.As ações promovidas
passam por estímulo cognitivo, treino de mobilidade, manutenção da
funcionalidade e reforço dos papéis sociais, atividades que demonstram
“ser eficazes na promoção da autonomia e qualidade de vida, sendo
apontadas como a única resposta com real capacidade para evitar a rutura
do sistema de apoio social aos idosos e o colapso progressivo do
Serviço Nacional da Saúde”.Atualmente, a
comparticipação da Segurança Social é de 523,29 euros, por pessoa em
lares de idosos e 155,82 euros por pessoa, em centros de dia. “Os
projetos da ANGES, com um custo médio de apenas 52 euros por pessoa,
demonstram ser sustentáveis, eficazes e com elevado retorno social e
económico. A ANGES apela ao Governo para que os centros de longevidade
sejam reconhecidos como resposta oficial, integrada na rede pública de
serviços sociais, com a devida comparticipação do Estado.