Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande manifesta gratidão a Marcelo

6 de mar. de 2026, 17:13 — Lusa/AO Online

Numa mensagem publicada na rede social Facebook dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa, a AVIPG começa por referir que “foi num momento de profunda dor, tristeza, luto e sentimento de abandono” que os caminhos do chefe de Estado e das vítimas dos incêndios se cruzaram, em junho de 2017.A AVIPG recorda que, “nessa altura difícil para as populações atingidas pelos incêndios de Pedrógão Grande”, foi no Presidente da República que muitos encontraram “escuta, empatia e compreensão para os sentimentos, angústias e preocupações” que os assolavam.“Na sua proximidade, humanidade e coragem, os membros da AVIPG sentiram que os seus anseios eram acolhidos”, adianta, considerando que o “magistério de influência” de Marcelo Rebelo de Sousa “contribuiu também para dar voz e visibilidade a um território profundamente marcado pela tragédia”.Na mensagem, acompanhada por uma imagem do retrato oficial de Marcelo, feita por Vhils, a AVIPG adianta que o Presidente da República esteve “nos momentos mais difíceis, mas também nos momentos de memória, dignidade e celebração, culminando na evocação do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em 10 de junho de 2024”.“[Este foi] um momento que muito significou para todos”, salienta.A AVIPG sustenta que Marcelo Rebelo de Sousa “permanece, para as vítimas e para o território, como alguém que esteve presente quando mais foi necessário”.“E como um amigo que, certamente, continuará próximo das nossas causas e de todos nós”, refere a AVIPG, expressando “profunda gratidão” por tudo e a desejar ao chefe de Estado “votos de saúde, serenidade e sucesso para os anos vindouros”.Os incêndios que deflagraram em junho de 2017 em Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves.Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.Mais de dois terços das vítimas mortais (47 pessoas) seguiam em viaturas e ficaram cercadas pelas chamas na Estrada Nacional 236-1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no interior norte do distrito de Leiria, ou em acessos àquela via.Na sequência dos fogos, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se, várias vezes, ao território afetado.Numa das ocasiões, em 27 de junho de 2023, o Presidente da República defendeu que a celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no ano seguinte deveria realizar-se na zona afetada pelos grandes incêndios de Pedrógão Grande, o que veio a concretizar-se.“Esse sinal de vida [para o território afetado pelos fogos] poderia ser […] a junção de municípios aqui no Centro, para preparar a celebração do Dia de Portugal, tendo como ponto principal estes três municípios [Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos], mas abrangendo a comunidade intermunicipal”, afirmou o chefe de Estado.O Presidente da República discursava na cerimónia de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017, no monumento situado na localidade de Pobrais, concelho de Pedrógão Grande, junto à Estrada Nacional 236-1.No discurso do dia 10 de junho de 2024, Dia de Portugal, Marcelo pediu um futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras do país, sem novas tragédias como os incêndios de 2017.“Que este 10 de Junho de 2024 queira dizer: tragédias como as de 2017 nunca mais, futuro mais igual e menos discriminatório para todas as terras, e para todos os portugueses, dever de missão, lugar para a esperança, a confiança, e o sonho, sempre, mesmo nos instantes mais sofridos da nossa vida coletiva”, disse o chefe de Estado.