Associação de Cegos pede regras para trotinetes em Ponta Delgada
5 de fev. de 2025, 15:52
— Lusa/AO Online
As
bicicletas e trotinetes, introduzidas em 2024 no concelho de Ponta
Delgada, estão parqueadas em vários locais designados ‘docas’, tendo
sido dada prioridade à sua instalação em parques de estacionamento
públicos, junto a estabelecimentos de ensino, zonas balneares e outros
pontos de interesse do concelho que permitam a intermodalidade.No
entanto, a ACAPO aponta que alguns desses veículos são deixados "ao
abandono" por alguns utilizadores nos passeios, nos locais de circulação
dos peões e em espaços não sinalizado para o depósito.Exemplo
disso foi "um acidente ocorrido, a 24 de janeiro", na cidade de Ponta
Delgada, na ilha de São Miguel, com um associado da ACAPO com
deficiência visual, que "tropeçou numa trotinete deixada ao abandono por
um utilizador num passeio" e "num espaço não sinalizado para o depósito
destes veículos", denuncia a associação em comunicado de imprensa."Fruto
deste encontro com a trotineta, a pessoa caiu e, em consequência da
queda, fraturou o pulso, existindo ainda a possibilidade de vir a ser
operado", refere ainda a associação. Para o
coordenador operacional da delegação dos Açores da ACAPO, João
Lourenço, “esta atividade recém-chegada à ilha precisa de ser
regulamentada", à semelhança do que aconteceu em vários outros
municípios do continente.Estas
"alternativas de mobilidade não podem ser um obstáculo a que todos
possam circular livremente no espaço que é destinado às pessoas. No
entanto, é nisso mesmo que se estão a tornar", lamenta a ACAPO.A
Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal sublinha que a cidade deve
ser "um espaço de todos e para todos e a segurança deve estar
garantida", principalmente quando se tratam de "cidadãos condicionados
na sua mobilidade"."Ninguém deve ter medo
de sair à rua para a cidade que é de todos, temendo esbarrar em mais um
obstáculo e ficar ferido, ou mesmo ser hospitalizado", refere.A
delegação dos Açores da ACAPO diz ainda estar disponível para reunir
com a operadora de mobilidade e com a Câmara Municipal, para que
"situações como estas não voltem a acontecer".