Associação da GNR lamenta "ausência de resposta” na resolução de “questões fundamentais"
6 de out. de 2020, 16:47
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a APG avança que “as questões fundamentais” que exigem uma
resposta por parte do Ministério da Administração Interna passam pela
revisão do sistema remuneratório, contabilização integral do tempo de
serviço em que vigorou o congelamento das carreiras, atribuição de um
subsídio de risco e o reconhecimento da profissão como sendo de desgaste
rápido.A associação mais representativa
dos militares da Guarda Nacional Republicana refere que, como forma de
protesto, afixou faixas com estas reivindicações durante a sexta etapa
da Volta a Portugal em Bicicleta, ao longo do percurso Lisboa-Setúbal.“A
APG/GNR não aceita que a pandemia sirva de desculpa para tudo e, se
serviu de mote, na cerimónia de ingresso dos oficiais da GNR do passado
dia 02 de outubro, para um discurso com rasgados elogios à atuação dos
profissionais da Guarda durante o estado de emergência, também está a
servir de desculpa para que as negociações com a tutela, sobre questões
remuneratórias e outras continuem suspensas”, precisa aquela associação
socioprofissional.A APG sublinha que os
militares da GNR, que desempenham as mesmas funções dos agentes da PSP,
“recebem menos, têm uma progressão na carreira mais lenta, foram
discriminados na contabilização do tempo de congelamento das carreiras e
estão longe do direito de organização sindical”.A
Associação dos Profissionais da Guarda considera que “dignificar as
funções dos profissionais da GNR e reconhecer o seu papel” é sobretudo
proporcionar aos elementos desta força de segurança “um estatuto
profissional digno”.No comunicado, a APG
assume “o compromisso de não cessar” as tomadas públicas de posição e os
contactos institucionais, bem como recorrer ao protesto, “sempre que se
justificar”, para “dar voz às reivindicações”, tendo em conta que não
aceitam “ser tratados como polícias de segunda e militares de terceira”.