Associação critica falta de manutenção de trilhos de São Miguel
25 de jun. de 2018, 13:47
— Lusa/AO Online
Numa
altura em que este cenário se agudiza com a massificação da procura
pelos turistas, o presidente da AEAA, Diogo Caetano, refere que, com
base no conhecimento que tem do terreno, de forma particular em São
Miguel, a rede de trilhos padece de “vários constrangimentos” e trilhos
encerrados, além de que “não tem havido investimento para promover
alguma recuperação”.Com
a “redução da oferta” de trilhos e face ao crescimento do volume de
turistas, o dirigente da associação ambientalista explica que se assiste
a uma “menor capacidade de resposta”, uma vez que São Miguel “não tem
uma rede fundamental” no terreno.Para
Diogo Caetano, a existência desta rede poderia promover uma
distribuição dos utilizadores por vários locais e, consequentemente,
combater a “concentração em alguns locais” mais procurados pelos
utilizadores.Na
maior parte das restantes ilhas dos Açores, onde já existe uma rede
fundamental de trilhos, o cenário é diferente de São Miguel, onde alguns
destes caminhos têm vindo a ser “encerrados e outros desclassificados”.O
dirigente admite desconhecer “formalmente se eles [trilhos] continuam a
ser classificados ou não e se estão apenas temporariamente
indisponíveis”.A
AEAA defende uma estratégia que assenta na criação de uma rede
fundamental e estruturada de trilhos por cada ilha, a assegurar pelo
Governo dos Açores, que possa também permitir o surgimento de outros
circuitos dinamizados a nível local pelas câmaras municipais e juntas de
freguesia.“A
rede de trilhos em São Miguel necessita já há vários anos, e cada vez de
uma forma mais gravosa, de ser pensada como uma rede e não apenas como
um conjunto de trilhos avulsos”, defende o responsável pela associação
ecológica.Para
o vice-presidente do Núcleo de São Miguel da Quercus, nos últimos anos
assistiu-se a uma “melhoria muito significativa em termos de oferta e
sinalização”: “apesar de nem tudo estar perfeito”, considera, o seu
estado “é aceitável”.Questionado
sobre a manutenção dos trilhos, a sua desclassificação e o
encerramento, Rui Coutinho refere que “por vezes se constituem ofertas
que não se podem manter” e admite que a avaliação das situações “pode
não ter sido a adequada”.O
dirigente da Quercus considera que quem cria os trilhos, seja o Governo
Regional ou câmaras municipais, tem de assegurar que os mesmos se
encontram em condições de utilização e sublinha que os utentes “também
têm responsabilidade na manutenção” através de uma correta postura
cívica. De
acordo com o sítio oficial, nos Açores existem 77 trilhos classificados
pelo Governo Regional, grande parte concentrados na ilha de São Miguel,
havendo grandes rotas em cinco ilhas, todas com mais de 36 quilómetros,
atingindo-se em Santa Maria os 78 quilómetros.