Associação afirma que “números dos ginásios dificilmente poderiam ser piores”
Covid-19
28 de jul. de 2021, 12:08
— Lusa/AO Online
Num
comunicado a que a Lusa teve acesso, a associação revela que houve uma
quebra no volume de faturação, no número de trabalhadores, no valor
médio das mensalidades e na taxa de retenção dos clubes.“Os
números do setor do ‘fitness’ e saúde dificilmente poderiam ser piores.
Perdeu-se quase metade do volume de faturação, enquanto as mensalidades
baixaram 20% e 15% dos trabalhadores estarão no desemprego. Os ginásios
viram a sua capacidade de reter praticantes descer de 40%, para uns
inéditos 2%”, pode ler-se neste barómetro, elaborado pela AGAP
conjuntamente com o Centro de Estudos Económicos e Institucionais da
Universidade Autónoma de Lisboa.O
presidente do Portugal Activo | AGAP, José Carlos Reis, reitera que
“2020 foi definitivamente um dos piores anos de que há memória”,
frisando que a saúde dos portugueses está em causa.“Os
portugueses estão mais sedentários, portanto mais vulneráveis a doenças
do foro neuropsicológico ou cardiovasculares, isto num período em que
nunca o exercício físico foi tão importante a vários níveis. É urgente
que os nossos governantes entendam estes resultados como muito mais do
que um setor em perda. Estes números dizem-nos que a população
portuguesa está a piorar as suas condições de vida com este crescente
índice de inatividade física. Chegou o momento de passar das intenções
aos atos”, pede José Carlos Reis.O
barómetro mostra ainda que de 2019 para 2020 fecharam 300 clubes e o
volume de faturação caiu de 289 371 mil euros para 167 408 mil euros.O
barómetro do ‘fitness’ em Portugal tem como objetivo principal
apresentar indicadores que permitam caracterizar o setor, ajudando a
explicar os comportamentos do mercado ao longo do tempo.