Assistentes operacionais e bolseiros vão manifestar-se pelo fim da precariedade em frente ao Palácio de Santana
10 de jun. de 2024, 12:58
— Paulo Faustino
Assistentes operacionais e bolseiros ocupacionais vão juntar-se numa
concentração, que terá lugar na próxima segunda-feira, às 16h30, em
frente ao Palácio de Santana, em Ponta Delgada, para reivindicarem a sua
integração nos quadros das escolas.O grupo de descontentes é
formado por assistentes operacionais que se encontram há anos em
programas ocupacionais e bolseiros ocupacionais que acompanham alunos
com necessidades educativas especiais nas escolas, trabalhadores que,
segundo é referido, “continuam numa situação precária”.“Os bolseiros
ocupacionais continuam a sofrer cortes no seu vencimento, apesar da
Secretária Regional da Educação ter garantido em abril que iria
processar o pagamento de 12 meses para evitar que estes trabalhadores
continuassem a sofrer cortes pelas interrupções letivas. Para além
disso, não têm qualquer estabilidade laboral, trabalhando sem descontos
para a segurança social e sem direito ao 13.º e 14.º mês, assim como
estão desprotegidos em situação de desemprego”, denunciam numa nota
enviada à comunicação social. Explicam ainda que muitos destes bolseiros
ocupacionais já estiveram integrados em outros programas ocupacionais
nas escolas a exercer funções de assistentes operacionais.Por outro
lado, dão a saber que existem assistentes operacionais que estão em
programas ocupacionais há anos, sem que nunca consigam ver a sua
situação laboral regularizada. Que é como quem diz “estável”. “Para além
disso, desmentem a Secretária Regional da Educação que, em resposta a
uma carta aberta enviada ao parlamento, referiu que estes assistentes
operacionais encontram-se a substituir baixas, quando os mesmos estão na
mesma escola há anos a cobrir necessidades permanentes das escolas”,
acrescentam.Por tudo o que ficou exposto, e tendo presente que o ano
letivo está a terminar e em breve se iniciará outro, estes
trabalhadores vão unir-se numa concentração que pretende reivindicar
junto do Governo Regional “a sua justa integração nos quadros das
escolas”.