Assembleia Plenária confirma Artur Lopes presidente do Comité Olímpico Portugal
6 de set. de 2024, 11:20
— Lusa/AO Online
“A Assembleia Plenária do Comité
Olímpico de Portugal votou favoravelmente o
vice-presidente da Comissão Executiva (CE), Artur Lopes, para
presidente, em substituição de José Manuel Constantino, falecido a 11 de
agosto, de acordo com o n.º 4 do art. 19.º dos Estatutos do COP”,
informou o organismo, no seu site.No caso,
votaram 26 federações olímpicas – correspondentes a 104 votos - e mais
22 organizações com direito a voto -, cada uma com um voto -,
pronunciando-se todas favoravelmente a Artur Lopes, num total de 126
votos.O COP recordou que a CE reuniu a 16
de agosto quando propôs, por unanimidade, Artur Lopes para assumir a
presidência até à realização de eleições - que deverão ocorrer na
primeiro trimestre de 2025 -, deliberação aprovada pela AP, através
de voto secreto, na sede do COP, em Lisboa.Proposto
pela comissão executiva para ocupar o cargo interino, Artur Lopes já
descartou a possibilidade de ir a eleições no ato eleitoral do organismo
no primeiro trimestre de 2025.Antigo
presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes é
vice-presidente do COP há 24 anos, tendo iniciado funções com Vicente
Moura e cumprido os três mandatos de José Manuel Constantino.A
AP ratificou, também por unanimidade, as decisões administrativas
tomadas no período entre o falecimento de José Manuel Constantino e a
votação desta quinta-feira.José Manuel
Constantino, que presidia ao Comité Olímpico de Portugal desde 26 de
março de 2013, morreu aos 74 anos, vítima de doença prolongada.Liderou
o organismo olímpico nas duas melhores missões de Portugal a Jogos, com
a conquista de quatro medalhas em Tóquio2020 e Paris2024, depois da
estreia no Rio2016.Antes, presidiu ao Instituto de Desporto de Portugal e à Confederação do Desporto de Portugal.Autor
de livros e artigos publicados sobre desporto, era considerado um dos
grandes pensadores sobre o fenómeno em Portugal, algo que foi
reconhecido com os títulos de Doutor Honoris Causa pela Universidade do
Porto, em 2016, e pela Universidade de Lisboa, em 2023.Na
capital francesa, Portugal alcançou a melhor prestação olímpica de
sempre, conquistando o ouro no madison, por Rui Oliveira e Iúri Leitão,
que também foi prata no omnium, ambas no ciclismo de pista, a prata de
Pedro Pichardo no triplo salto e o bronze de Patrícia Sampaio no judo.