Assembleia dos Açores recomenda medidas para mitigar aumento dos combustíveis
Hoje 15:13
— Lusa/AO Online
O diploma do PS
foi aprovado com os votos a favor dos socialistas, Chega, BE e IL, a
abstenção de PSD, CDS-PP e PPM e o voto contra do PAN, durante a votação
em plenário do parlamento açoriano, na Horta.A
resolução do Bloco recebeu os votos favoráveis de PS, Chega, BE, IL e
PAN e a abstenção dos três partidos que integram o executivo açoriano,
PSD, CDS-PP e PPM.Durante o debate
conjunto das duas iniciativas, que começou no final do dia de
quinta-feira, o líder parlamentar do PS/Açores apelou aos partidos para
encontrarem um “chão comum” para “melhorar a vida” dos açorianos,
lembrando o impacto do aumento dos combustíveis.“O
que se exige de um governo são respostas rápidas e imediatas que
amenizem esse impacto negativo na vida das famílias e das empresas dos
Açores. É isso que o PS propõe. É isso que o BE também propõe. Esperamos
que todos se possam mobilizar nessa matéria”, afirmou Berto Messias.A
resolução do PS sugere a implementação, a partir de 01 de junho, de
apoios extraordinários ao gasóleo rodoviário, gasolina, gasóleo colorido
e marcado e gases de petróleo liquefeitos (para reduzir o preço do gás)
e propõe a “publicação mensal de todas as componentes que integram a
formação dos preços dos combustíveis” na região.Já
a iniciativa do BE recomenda a baixa do Imposto Sobre Produtos
Petrolíferos (ISP), um apoio para a redução do gasóleo colorido e
marcado, a publicação mensal das componentes que formam o preço dos
combustíveis, o alargamento e reforço dos apoios à transição energética,
o aumento da equipa da Direção Regional de Energia e a implementação
dos passes gratuitos nos transportes públicos (para crianças, jovens,
estudantes, idosos, bombeiros, antigos combatentes, desempregados e
famílias com rendimentos baixos) já prevista na legislação.“Não
há tempo perder. É preciso agir, porque as medidas que têm sido
aplicadas e apresentadas são curtas. Para grandes problemas são precisas
medidas muito mais fortes”, defendeu o deputado do Bloco, António Lima.Na
discussão, o social-democrata Joaquim Machado considerou que o Governo
Regional “reagiu a tempo e de forma eficiente” perante a subida dos
combustíveis, ao contrário de Francisco Lima (Chega) que acusou o
executivo regional de ter estado “preocupado a gerir crises internas” e
“nada ter feito”.Já Pedro Pinto (CDS-PP)
alertou que “medidas circunstanciais não resolvem o problema de fundo da
dependência dos combustíveis fósseis”, enquanto João Mendonça (PPM)
avisou que “não basta apresentar soluções”, porque “é preciso garantir
que as medidas são legais, exequíveis e financeiramente sustentáveis”.O deputado da IL Pedro Ferreira também defendeu a criação de “medidas estruturais em vez de subsídios” e de “medidas avulsas”.Na
terça-feira, nesta sessão plenária, o Governo dos Açores anunciou um
“pacote de medidas” para combater o aumento dos combustíveis e revelou
que vai baixar o ISP para reduzir em oito e 13 cêntimos a gasolina e
gasóleo.