Assembleia da República discute documento no próximo dia 20 abril
PE
6 de abr. de 2022, 15:18
— Lusa/AO Online
O
Programa de Estabilidade (PE) para 2022-2026 já entregue pelo Governo
prevê uma redução gradual do défice das contas públicas até final do
horizonte da projeção, apontando para um excedente de 0,1% em 2026. Até
ao final da legislatura o Governo estima ainda que a dívida pública se
reduza para valores próximos dos 100% do PIB. Quanto
ao Orçamento de Estado para 2022, a socialista Maria da Luz Rosinha
disse que na próxima conferência de líderes será decidida a
calendarização da discussão do documento.De
acordo com a porta-voz da conferência de líderes, para o dia 13 de
abril ficaram agendadas declarações políticas, um debate sobre a
situação da Ucrânia e votações. Na
semana seguinte, dia 20, é debatido o Programa de Estabilidade (PE) e
“eventuais projetos de resolução que venham a ser apresentados”,
adiantou. Para
dia 21 ficou agendado um “eventual debate com o Governo sobre tema a
definir na próxima conferência de líderes” e dia 22 serão debatidas
“pelo menos duas propostas de lei do Governo com votação na
generalidade, especialidade e final global”. Nesta reunião, foi ainda agendada a sessão solene que assinala o 25 de Abril de 1974. De
acordo com a porta-voz, o Presidente da Assembleia da República,
Augusto Santos Silva, solicitou ainda aos grupos parlamentares que não
viram eleitos vice-presidentes para a Mesa do parlamento nas últimas
eleições, que possam “reapreciar a posição e ver do interesse ou não em
apresentarem uma nova candidatura”. Na
semana passada foram eleitos dois dos quatro vice-presidentes da Mesa
da Assembleia da República: Edite Estrela (PS) e Adão Silva (PSD). Os
nomes apresentados pelo Chega e Iniciativa Liberal acabaram chumbados,
sem alcançar a maioria necessária de 116 deputados.Depois
desta reunião, Inês Sousa Real, porta-voz do PAN, considerou que para
os deputados únicos representantes de partidos “é importante que o grupo
de trabalho sobre o Regimento dê mais dignidade aos trabalhos
parlamentares”. “Não
se aceita que, em quatro anos, apenas de possa apresentar duas
iniciativas legislativas. Isso é não só um silenciamento dos deputados
únicos representantes dos partidos, mas é também não deixar trabalhar e
defraudar as expectativas dos eleitores que colocaram estas forças
políticas na Assembleia da República”, vincou. Rui
Tavares, deputado único do Livre, falou nalgumas das iniciativas
apresentadas pelo partido e lamentou o facto de um voto sobre a situação
de guerra no Mali não tenha sido já agendado.“Aceitamos
essa decisão mas lamentamos o facto de acabarmos por ser suscetíveis à
critica de que os crimes de guerra que estão a ocorrer no nosso
continente tenham uma prioridade política sobre outros. Compreendemos a
prioridade política dada à situação na Ucrânia, aliás, apresentámos duas
iniciativas sobre isso mas gostaríamos que o Mali também tivesse
direito a um debate em plenário”, sustentou.