Assembleia da Madeira prescinde de vacinação geral dos deputados
Covid-19
1 de fev. de 2021, 16:47
— Lusa/AO Online
Na informação divulgada
pelo presidente da assembleia depois da reunião dos representantes dos
partidos com assento no parlamento madeirense, que decorreu por
videoconferência, poder ler-se que os líderes das diversas bancadas
tomaram uma posição “contra a vacinação geral dos deputados”.Na
prática, decidiram “prescindir da vacinação (geral dos deputados) nesta
primeira fase, por entenderem que em primeiro lugar estão os grupos de
risco e os titulares de cargos políticos com funções executivas”.Assim,
os dirigentes dos partidos deliberaram que deve ser vacinado o
presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, o centrista José Manuel
Rodrigues, “por ser o titular do principal órgão de governo próprio da
Região Autónoma da Madeira”.Também foram
incluídos o representante da República, Ireneu Barreto, e o presidente
do Governo Regional, o social-democrata Miguel Albuquerque que , “nos
termos estatutários e regimentais”, podem, “em casos excecionais”, ser
substituídos pelo responsável da Assembleia Legislativa da Madeira.“Isto
não impede que deputados que estejam numa faixa etária mais elevada ou
que tenham determinadas doenças possam ser vacinados”, adianta a nota,
complementando que nesses casos a vacinação ocorre “por serem cidadãos
com problemas e que preenchem os requisitos do Plano de Vacinação”. Nesta reunião foi também decidido manter a redução dos plenários (metade mais um), devido à pandemia de Covid-19.A
Assembleia Legislativa da Madeira tem 47 deputados, sendo 21 do PSD e
19 do PS. Os grupos parlamentares do CDS e do JPP têm três elementos
cada, e o PCP ocupa um lugar.A Conferência
de Representantes determinou que vão realizar-se apenas “duas reuniões
plenárias por semana, no mês de fevereiro, atendendo à situação da
pandemia, quer na região, quer no país, inclusive no Carnaval”.Quanto
às comissões de inquérito que estão em curso, vão prosseguir os
trabalhos “e excecionalmente poderão ser realizadas audições
presenciais” no hemiciclo, com o devido distanciamento físico entre os
deputados e os convidados. Rejeitada
nesta reunião foi a realização de um debate de urgência pedido pelo JPP
sobre o funcionamento do Serviço Regional de Saúde e a pandemia, com os
votos contra do PSD e do CDS-PP.Estes
partidos, que governam a região em coligação, argumentaram que na semana
passada se realizou “um debate no plenário do parlamento entre os
deputados e o Governo Regional” sobre o assunto.No
entanto, o presidente da Assembleia Legislativa sublinhou que o JPP
“poderá usar o seu direito de agendamento potestativo para a marcação de
um debate sobre esta matéria”.