Assembleia da Madeira aprovou Quadro Plurianual de Programação Orçamental 21-25
21 de jul. de 2021, 15:06
— Lusa/AO Online
“Temos uma
proposta de Quadro Plurianual de Programação Orçamental de 21-25
realista, rigorosa, ambiciosa e que não esqueceu a atual conjuntura por
mais imprevisível que ela seja”, declarou Pedro Calado, na discussão do
decreto legislativo regional sobre esta matéria no plenário do
parlamento, no Funchal.O governante
madeirense falava durante a apreciação na generalidade da proposta de
decreto legislativo que “aprova o quadro plurianual de programação
orçamental para o período de 2021 a 2025”, aprovada com os votos dos
deputados do PSD, CDS, abstenção do PS e JPP e contra do representante
único do PCP.Segundo o governante insular,
neste programa “nenhuma área foi esquecida” e inclui “desde o apoio às
famílias e às empresas, com uma forte aposta na saúde e proteção civil,
mas também, como sempre, educação e apoios sociais, sem esquecer o setor
primário”.Pedro Calado salientou que este
orçamento pretende “privilegiar e incentivar quer o investimento
público, quer o privado, de modo que seja possível o relançamento da
economia e o desenvolvimento da região, com coesão territorial, a pensar
no futuro”.O vice-presidente do executivo
regional, de coligação PSD/CDS-PP, destacou que “os sinais de retoma
são já evidentes” e o turismo, que é a principal atividade económica do
arquipélago, “está a regressar e os mercados emissores estão a reagir
positivamente”.O governante recordou que a
pandemia da covid-19 interrompeu um ciclo de crescimento de sete anos
que a Madeira registava em 2020, sublinhando que “até ao seu surgimento a
região não falhou os compromissos orçamentais que tinha estabelecido”.Em
2020, a Madeira “era “uma região economicamente pujante” e, “apesar de
todas as dificuldades, inclusive com uma República pouco solidária para
com a região”, conseguiu “aguentar o embate da natural contração da
economia e consequente diminuição do PIB, da receita fiscal e aumento do
desemprego”, declarou. Pedro Calado
realçou que, entre 2020 e 2021, “para fazer face à pandemia e às suas
consequências económicas e sociais, a região tomou medidas e concedeu
apoios no valor de praticamente 500 milhões de euros”.Para
a saúde foram afetos mais de 155ME, quase 164 ME foram destinados às
empresas, tendo sido gastos 66ME em políticas sociais (desde apoios
sociais, a habitação e emprego), enquanto o turismo recebeu 20 ME e o
setor primário (agricultura/agroalimentar e pescas) 12 ME, indicou. A estes montantes acrescentou o de 70ME para a Administração Pública e ainda mais 13ME para a educação, juventude e desporto.Pedro
Calado enfatizou que a Madeira, “embora não tenha sido auscultada e
tenha sido excluída da mesa de negociações”, foi “a primeira a
apresentar a sua proposta do Plano de Recuperação e Resiliência e REACT,
a primeira a ser aprovada e a primeira a receber adiantamentos”.Entre
as várias críticas da oposição, o deputado do PS Sérgio Gonçalves
afirmou que o documento apresentado “é muito pobre”, visto que apresenta
detalhes apenas relativamente a 2021, “os mesmos que estavam no
Orçamento Regional/2021”.O documento
indica que a despesa efetiva para 2021 (conforme o Orçamento inicial da
Região Autónoma da Madeira para 2021), assente em termos consolidados, é
na ordem dos 1.922 ME, dos quais 53,2% são alocados à vertente
económica.Também destaca a execução do
Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), “para a qual reserva 344,3
ME, o que corresponde a 33,7% do total previsto na área da Economia” e
“aposta também na mobilidade sustentável, atividades tradicionais, no
reforço da investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação”.Outro
aspeto focado é que “a vertente social concentra 90,7% dos programas
vocacionados para as áreas da educação (45,6%) e da saúde 45,15%)".