Assange assinou um contrato de 1,5 milhões de dólares pela sua autobiografia

26 de dez. de 2010, 07:52 — Lusa/AO Online

Numa entrevista hoje publicada pelo Sunday Times, Julian Assange explicou que esta soma o ajudará a defender-se contra as acusações de agressões sexuais apresentadas por duas mulheres na Suécia. “Não quero escrever este livro mas devo fazê-lo”, afirmou. “Já gastei 200.000 libras em despesas de justiça e devo defender-me e manter o WikiLeaks a salvo”, acrescentou. O australiano sublinhou que receberá 800.000 dólares (600.000 euros) de Alfred A. Knopf, o seu editor norte-americano, e 325.000 libras (380.000 euros, 500.000 dólares) do britânico Canongate. Para além disso, outros contratos devem render-lhe 1,1 milhões de libras. O australiano, que beneficia atualmente de um regime de liberdade condicional na Grã-Bretanha, é alvo de um pedido de extradição para a Suécia por “agressões sexuais”. Por seu lado, Washington pondera processá-lo por espionagem após a divulgação no WikiLeaks de milhares de telegramas diplomáticos norte-americanos. Detido a 07 de dezembro em Londres devido a um mandato de captura europeu, emitido pelas autoridades suecas, Julian Assange passou um total de nove dias na prisão. A audiência sobre a sua eventual extradição para a Suécia começará a 7 de fevereiro. No entanto, este processo pode durar vários meses, devido aos numerosos recursos possíveis.