Assad recusa interferência estrangeira na conferência Genebra II

31 de out. de 2013, 10:00 — Lusa/AO online

  “O povo sírio é a única parte a ter o direito de decidir o futuro do seu país. Qualquer solução ou acordo deverá ter o aval dos sírios e refletir a sua vontade, longe de interferências externas”, afirmou Assad, segundo a agência oficial Sana. O regime sírio considera que a oposição e os rebeldes são manipulados por países estrangeiros. “O sucesso de qualquer solução política passa por parar o apoio aos grupos terroristas, por uma pressão sobre os países que facilitam a passagem dos terroristas, que lhes oferecem dinheiro, armas e apoio logístico”, acrescentou. Bachar al-Assad considera como terroristas os rebeldes e acusa a Arábia Saudita, o Qatar e a Turquia, bem como países ocidentais de fornecerem armas e fundos aos seus inimigos. Segundo a agência Sana, Brahimi salientou que os “esforços para a realização da conferência de Genebra vão concentrar-se na forma de permitir aos sírios reunirem-se e chegarem a acordo o mais depressa possível sobre uma solução para a crise”. Brahimi, que não se deslocava a Damasco desde dezembro de 2012, foi recebido na quarta-feira durante menos de uma hora e hoje deverá reunir-se com membros da oposição antes de partir, na sexta-feira, para Beirute. O enviado não foi ainda recebido na Arábia Saudita, que é hostil à conferência de paz de Genebra. O conflito na Síria já causou mais de 115 mil mortos desde março de 2011 e 3,5 milhões de refugiados, segundo as Nações Unidas.