‘Ases’ das duas rodas e andebol a despontar no calendário desportivo
Tóquio2020
29 de dez. de 2020, 16:47
— Lusa/AO Online
Com 35
portugueses já apurados e outras dezenas na ‘corrida' às vagas
sobrantes, depois de um calendário para 2020 virado de pernas para o ar
pela situação pandémica, o evento na capital japonesa, com muitas
incógnitas ainda a pairarem sobre a sua realização, será o grande
destaque.Agendado para entre 23 de julho e
08 de agosto, a organização já afirmou querer que este seja um sinal de
"triunfo" da humanidade sobre a covid-19, mas levantam-se questões
quanto aos custos, a presença de público e a logística e soluções de
segurança em torno de atletas e todos os outros profissionais e
voluntários acreditados.A opinião pública
em Tóquio, e no Japão, é favorável ou a novo adiamento ou ao
cancelamento, em contraste com as declarações políticas que se
multiplicam, do Governo japonês ao Comité Organizador e Comité Olímpico
Internacional.A capital japonesa recebe
também os Jogos Paralímpicos, adiados de forma idêntica, a que Portugal
regressa após quatro medalhas de bronze no Rio2016, com 23 vagas em
cinco desportos, no encerramento de um ciclo olímpico cujo adiamento
levou a uma ‘revolução' em dezenas de outras provas, identicamente
‘empurradas' no tempo para tornar coeso o calendário.Dentro
e fora do ciclo olímpico, de resto, vários pontos de interrogação
assolam o mundo do desporto, com a realização de muitos eventos e o
desenvolvimento de dezenas de desportos a dependerem do tipo de retoma a
nível mundial que seja possível alcançar já no novo ano.Oito
atletas estão já apurados no atletismo, do veterano João Vieira ao
naturalizado Pedro Pablo Pichardo, seguido da canoagem, com sete
atletas, um deles Fernando Pimenta, após um 2020 em que chegou às 100
medalhas internacionais, e Antoine Launay no ‘slalom', com o surf a
estrear-se com Frederico Morais e nomes como Fu Yu (ténis de mesa),
Filipa Martins (ginástica artística) ou Alexis Santos (natação) já
qualificados.Ainda na ‘corrida' estão
nomes como o campeão olímpico de 2008 Nelson Évora, no triplo salto, e
dezenas de outros nomes ainda ‘na corda bamba' devido à suspensão de
torneios de qualificação ou a falta de provas para melhorar ‘ranking', a
correr em contrarrelógio até junho de 2021.Também
o andebol masculino procura uma presença histórica nos Jogos,
disputando o pré-olímpico em março, dois meses depois de participarem
pela quarta vez no Mundial, em janeiro, na sequência de um 2020 em que
conseguiram um inédito sexto lugar no Europeu.Única
medalhada portuguesa no Rio2016, com o bronze no judo, Telma Monteiro
chega a 2021 a continuar a fazer história, depois de, em novembro, ter
conquistado prata nos Europeus, em que Jorge Fonseca, campeão do mundo
em 2019, também em Tóquio, e Rochele Nunes ganharam o bronze, enquanto o
campeão europeu de taekwondo Júlio Ferreira é uma das esperanças lusas
na modalidade.No ciclismo, e além de uma
seleção masculina, far-se-á história pela mão de Maria Martins, que será
a primeira mulher e a primeira representante do ciclismo de pista em
Jogos com as cores lusas.O próximo ano
traz também o Mundial de futsal, na Lituânia, com o campeão europeu em
título, Portugal, já apurado, em ano de campeonato do mundo também no
futebol de praia, na Rússia, a que a formação lusa chega para defender o
título.O ‘homem-história' de Portugal na
MotoGP, Miguel Oliveira, vai estrear-se pela equipa de fábrica da KTM
depois de dois anos na formação satélite, conseguindo em 2020 dois
triunfos históricos, um deles no Algarve, e o nono lugar no Mundial,
enquanto Filipe Albuquerque, campeão do mundo de resistência na
categoria LMP2, e António Félix da Costa, na Fórmula E, regressam à
procura de mais vitórias.Para 2021, além
de Maria Martins e dos campeões europeus de pista Iuri Leitão e Ivo
Oliveira, as expectativas no ciclismo recaem também sobre o segundo ano
de João Almeida na Deceuninck-QuickStep, depois de ter sido quarto na
Volta a Itália, que liderou 15 dias, e Ruben Guerreiro, vencedor de uma
etapa e da classificação de montanha nesse Giro, na Education First.