ASAE abre 16 processos-crime por especulação de preços de bens
19 de set. de 2022, 12:09
— Lusa/AO Online
Segundo
adianta um comunicado da ASAE, a operação de fiscalização decorreu, de
norte a sul do País, direcionada à cadeia alimentar (supermercados e
hipermercados), designadamente ao nível da verificação da prática de
alegado lucro ilegítimo (especulação), obtido na venda de bens
alimentares e não alimentares e, bem assim, na afixação e vendas com
redução de preços.Dos 16 processos-crime
instaurados por especulação (delito antieconómico), um diz respeito a um
pequeno retalhista, outro a um hipermercado e os restantes a
supermercados de grandes insígnias da cadeia alimentar. "Dos
produtos detetados, cerca de 88% são inerentes à área alimentar -
leite, ovos, carne, massas, salsichas, batatas, cebolas, cereais,
manteiga e bebidas", precisa a ASAE.Dos 27
processos contraordenacionais, destacam-se como principais infrações a
falta de afixação de preços, o desrespeito pelas regras de anúncio de
vendas com redução de preços, as práticas comerciais desleais, o
incumprimento de práticas leais de informação e a prática de ações
enganosas.A ASAE revela que durante a
operação de fiscalização foi ainda verificado que, dos produtos
detetados em preço de caixa na área alimentar, existiam variações de
1,16% a 69,5% (para cereais e massas) sobre o preço tabelado. Para
os produtos detetados em preço de caixa na área não alimentar, as
variações oscilavam entre 6,5% a 27% (para pensos higiénicos e papel
higiénico) sobre o preço tabelado, indicou ainda a entidade
fiscalizadora.A ASAE acrescenta que foram
também notificados cinco operadores económicos, no âmbito das práticas
individuais restritivas de comércio, e determinada a suspensão de
atividade a dois operadores económicos por incumprimento dos requisitos
gerais e específicos de higiene."A ASAE
continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas
competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal
concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança
alimentar e saúde pública dos consumidores", conclui a nota informativa.