Árvores abatidas substituídas por cimento geram polémica
14 de mar. de 2023, 06:31
— Paulo Faustino
Em
causa está um abate de dez árvores (mélias ou amargoseiras - Melia
azedarach), realizado em julho de 2022, por se encontrarem em avançado
estado de podridão, tendo chegado ao conhecimento da IRIS que as suas
caldeiras foram tapadas com cimento através da denúncia de um morador. O
movimento ambientalista mostra-se contra a ação levada a cabo pela
Câmara Municipal de Ponta Delgada (CMPD) “quando se esperava que as
mélias fossem substituídas por outras plantas da mesma espécie ou de
outras espécies adequadas ao espaço disponível”.“Numa altura em que
em todo o mundo se apela para o aumento dos espaços verdes nas cidades e
em que se valoriza a presença de árvores nos espaços urbanos, o Núcleo
Regional dos Açores da IRIS - Associação Nacional de Ambiente lamenta
profundamente o ocorrido e apela para que voltem a ser plantadas árvores
naquele local”, pode ler-se num comunicado enviado à redação.Na
resposta, a CMPD informou que a sua intervenção foi realizada na
sequência de várias ocorrências registadas pelo Serviço Municipal de
Proteção Civil devido à queda de inúmeros ramos de grandes dimensões e a
pedido dos moradores da zona. Faz ainda notar que o abate das
referidas árvores foi acompanhado pela Direção Regional dos Serviços
Florestais, tendo recebido também o parecer positivo da Associação
Ecológica Amigos dos Açores.“Na sequência desta intervenção, a Junta
de Freguesia de Santa Clara solicitou uma intervenção para requalificar
a zona envolvente à rua de Lisboa. O projeto de requalificação está a
ser desenvolvido na CMPD e está garantida a plantação de dez árvores na
rua de Lisboa”, salienta o município.A CMPD acrescenta que possui
cerca de 57 hectares de áreas de jardins e espaços verdes, contando com
mais de oito mil árvores plantadas em espaços públicos municipais.