Artur Lima diz que realidades regionais devem ser valorizadas nas políticas da União Europeia
Hoje 16:12
— Lusa/AO Online
“A
transição energética europeia já está em curso, mas devemos lembrar-nos
de uma coisa: a implementação é territorial”, sublinhou o governante
numa intervenção proferida no Bureau Político da Conferência das Regiões
Periféricas Marítimas (CRPM).Segundo uma
nota divulgada pelo executivo açoriano, Artur Lima
dirigiu-se ao Bureau Político na qualidade de vice-presidente da CRPM
com a pasta da energia.“Para que a
transição seja bem-sucedida, terá de aplicar-se em todas as regiões e em
todas as periferias, incluindo as ultraperiferias”, sublinhou,
acrescentando que “as realidades regionais têm de ser consideradas”, ou
corre-se o risco de “se verificar uma transição desigual”.“A
UE encontra-se numa fase de atividade legislativa intensa que definirá o
nosso futuro durante décadas. As escolhas que fizermos nos próximos
meses terão impacto na competitividade, na coesão e, acima de tudo, na
justiça social nas nossas regiões”, salientou.Na opinião de Artur Lima, o propósito é simples: “As realidades regionais devem ser reforçadas nas futuras políticas da UE”.O
vice-presidente do executivo açoriano também abordou iniciativas
legislativas europeias no domínio energético, nomeadamente o pacto da
indústria limpa, o acelerador da descarbonização industrial e o pacote
redes europeias.Na sua intervenção,
detalhou, ainda, as iniciativas da CRPM que visam garantir a inclusão de
uma perspetiva regional nas políticas europeias e que se desenvolvem
através de quatro prioridades: descarbonização industrial, redes
elétricas regionais (incluindo as ultraperiféricas), nível de
financiamento necessário e transição socialmente sustentável. “É
necessário que a transformação energética europeia proteja os empregos
locais e qualificados e que garanta que as redes elétricas não têm
lacunas regionais, principalmente nas regiões insulares e
ultraperiféricas”, afirmou Artur Lima.“Do mesmo modo, deve ser assegurado que o Banco de Descarbonização Industrial esteja acessível às regiões”, concluiu.O
Bureau Político da CRPM esteve reunido, na quinta-feira e hoje, em
Nicósia, no Chipre, com a política europeia para as regiões insulares, a
energia, a conectividade e os assuntos marítimos na agenda.A CRPM foi fundada em 1973, agrupa cerca de 150 regiões de 28 países e representa cerca de 200 milhões de habitantes.