Artur Jorge rejeita voltar agora a Portugal, mas quer treinar um dos ‘grandes’
26 de dez. de 2024, 17:01
— Lusa/AO Online
Homenageado pela
Câmara Municipal de Braga e pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF)
com o troféu Quinas de Ouro, o técnico de 52 anos assumiu o objetivo de
treinar ‘dragões’, ‘águias’ ou ‘leões’, na conclusão de um “ano
extraordinário”, em que se sagrou campeão brasileiro e vencedor da Taça
Libertadores pelo Botafogo.“Passa a ser um
objetivo ter a possibilidade de voltar a Portugal para, um dia, treinar
FC Porto, Benfica ou Sporting”, disse, à margem da cerimónia decorrida
no edifício dos Paços do Concelho, na cidade minhota onde nasceu e
‘cresceu’ para o futebol.Artur Jorge
lembrou ter contrato com o emblema do Rio de Janeiro até dezembro de
2025, mas que é “muito prematuro falar sobre o seu futuro”, tendo
deixado somente o apontamento de que vai “procurar estar inserido em
projetos vencedores”, fora de Portugal.“O
'mercado' ditará se continuo ou não para começarmos uma nova temporada.
Regressar a Portugal não é a minha intenção neste momento. Fui muito
feliz onde estive. Há, de facto, outras possibilidades que podem fazer
algum sentido”, acrescentou.Questionado
acerca do campeonato português e da recente mudança técnica no Sporting,
que oficializou hoje Rui Borges como sucessor de João Pereira, o
treinador realçou que a competição está “muito igual ao que têm sido os
anos anteriores”, com “três equipas claramente mais fortes”, a “disputar
o título”, e várias mudanças nos bancos.“As
mudanças fazem parte dos ciclos de vida dos treinadores e dos próprios
clubes. Isso também acontece no Brasil. Em 2024, o campeonato começou
com seis treinadores portugueses e terminou com dois”, disse, em
referência a Abel Ferreira, treinador que concluiu a quinta época no
Palmeiras, no segundo lugar, após sagrar-se bicampeão brasileiro.Os
êxitos no Botafogo valeram a Artur Jorge a nomeação para finalista do
prémio de melhor treinador da América em 2024, atribuído pelo jornal
uruguaio El País, a par de Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, de
Gustavo Alfaro, selecionador do Paraguai, de Diego Aguirre, técnico do
Peñarol, e de Gustavo Costas, ‘timoneiro’ do Racing.O
treinador português lembrou ter vencido o prémio de melhor treinador do
Brasileirão de 2024, que “passou despercebido” por ter sido “entregue
no meio da festa do campeonato”, e mostrou-se grato pelas homenagens da
autarquia bracarense e da FPF, depois de ter sido condecorado com o grau
de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 17 de dezembro.“A
palavra que marca este momento é a gratidão, pelo reconhecimento do
momento que estou a viver, de grande felicidade, de grande consolidação
profissional. Este ano fica marcado pela conquista de três títulos, que
começou bem cedo, com a Taça da Liga em janeiro, no meu clube, o
Sporting de Braga, antes desta aventura no Brasil”, referiu, durante a
cerimónia.O presidente da FPF, Fernando
Gomes, realçou que o técnico fez “um percurso deveras assinalável e
extraordinário” no Botafogo e comprovou a valia da aposta federativa nas
equipas B e sub-23, quer para o lançamento de jogadores, quer para o de
treinadores, já que Artur Jorge pelas equipas sub-23 (2020/21) e B
(2012/13 e 2021/22) do Sporting de Braga.Já
o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, frisou que o
conterrâneo “atingiu um patamar muito raro” em 2024, num “percurso ainda
precoce” que orgulha a cidade minhota, enquanto o secretário de Estado
do Desporto, Pedro Dias, enalteceu a aposta de Artur Jorge no
conhecimento e na formação nos 15 anos como treinador, depois de uma
carreira de jogador dedicada ao emblema ‘arsenalista’.