Artesã de 90 anos ganha Prémio de Artesanato CoMTradição

19 de dez. de 2023, 11:51 — Paulo Faustino

A artesã Maria da Graça Páscoa, de 90 anos, natural das Furnas, em São Miguel, ganhou a edição deste ano do Prémio de Artesanato CoMTradição, instituído pelo executivo açoriano e promovido pela Secretaria Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, através do Centro de Artesanato e Design dos Açores (CADA).Maria da Graça Páscoa domina várias técnicas artesanais ligadas à área têxtil ou à arte conventual de flores artificiais, de que são exemplo os registos do Senhor Santo Cristo dos Milagres ou os Presépios de Lapinha.A atribuição do Prémio Carreira CoMTradição, cuja cerimónia decorreu sexta-feira passada no Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, incluiu o lançamento do livro sobre a vida e a obra de Maria da Graça Páscoa – editado pelo CADA e da autoria de Célia Cidade, bem como a exposição da sua obra no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, até ao dia 17 de marco de 2024, e no Terra Nostra Garden Hotel, na freguesia natal da premiada, por altura do Festival das Camélias. Presente na cerimónia de atribuição do referido prémio, a secretária regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego aplaudiu a “diversificada e valiosa obra” da artesã. “Maria da Graça Páscoa fez escola, pela longevidade da sua carreira, pela variedade de técnicas artesanais que domina e pelo legado que construiu”, ressalvou Maria João Carreiro, citada numa nota difundida pelo Portal do Governo dos Açores, salientando que a premiada é, por isso, “merecedora do justo reconhecimento e da justa homenagem que o XIII Governo dos Açores procura cumprir com o Prémio Carreira CoMTradição”.Para a governante, a artesã é um “símbolo vivo” e uma “referência” cujo “prestígio da sua carreira”, de quase 50 anos, “inspira pelo tanto que ofereceu à missão coletiva de preservar, valorizar e divulgar as técnicas e o saber-fazer artesanal” típico dos Açores. Trata-se, como enfatizou Maria João Carreiro, de uma “criadora que não guardou apenas para si e para a sua obra o saber-fazer que a distingue e diferencia”, elogiando o gosto da artesã pelo ensino e pela “transmissão de conhecimento a muitas artesãs que são hoje suas orgulhosas seguidoras”.