A adesão popular, em particular de crianças, às actividades propostas terá ficado um pouco aquém das expectativas, pelo menos de acordo com a opinião de um dos animadores dos referidos ateliers, que em declarações ao Açoriano Oriental disse: “Esperávamos ter uma maior participação. Mesmo assim houve adesão e ‘valeu’ pela experiência”.
Para hoje, segundo dia do Festival, as expectativas são optimistas, não só pela crescente divulgação do evento como “por este tipo de actividades ser sempre muito agradável para as crianças que nelas participam, uma vez que possibilitam o surgimento da sua criatividade e imaginação através da utilização de materiais de artes plásticas”, acrescenta o animador.
Das actividades ontem realizadas saliente-se ainda o início, ao fim da tarde, de “Spirits” (parte 1), traduzida numa invasão de espíritos do passado unidos pelas ruas da baixa, que voltou a acontecer mais à noite um pouco antes da animação de rua às 21h15, com os Bora Lá Tocar.
A encerrar o dia, no Largo do Município actuou o agrupamento 4 Oitavas, acompanhado da Orquestra de Câmara de Ponta Delgada.
Hoje as Artes de Rua continuarão a centrar-se nos mesmos espaços do centro histórico, às 10h00, com a pintura de um mural, seguindo-se pelas 11h30 teatro de rua com a “Família Pestana”. À noite, no Campo de São Francisco, haverá atelier de máscaras a partir das 21h30 e “Família Royal” pelas 22h30.
A encerrar mais um dia de festival, os “Los Diables”, pelas 23h30.
Sábado, último dia, começa a parada de artistas, que saem do Campo de São Francisco pelas 10h30, animando as ruas do centro como a Machado dos Santos, António José de Almeida, Praça do Município.
A prenunciar uma noite de festa maior, às 21h30 os “Bora Lá Tocar” saem do Largo de Camões convidando a cidade a seguir o rufar dos seus tambores até ao Campo de São Francisco. É lá que a essa hora deverá estar a decorrer o atelier de máscaras e o teatro com a “Família Pestana”.
Para encerrar em ‘grande’ a noite, acontecerá “Parasitum”, um espectáculo pleno de luz e cor visível em terra e no ar. Então, poder-se-á a ver fogo-de-artifício, como uma expressão da vida mágica da força da natureza.
Um total de três dias de divulgação das artes em pleno espaço público, que vale também pelo vasto programa que compreende teatro de rua, performances variadas, música, dança, workshops e oficinas, numa mostra plena de arte viva.