Arquitetos reunidos nos Açores para discutir sustentabilidade e transição climática
1 de mar. de 2023, 16:26
— Lusa
“O
pano de fundo fundamental do congresso é a transição climática. Claro
que a pandemia veio acelerar a pertinência desta transição e a guerra
veio agravar o problema (…). A questão da sustentabilidade é para todo o
planeta o tema pertinente e urgente”, afirmou o presidente da Ordem dos
Arquitetos, Gonçalo Byrne.O congresso
arranca, que se realiza entre quinta-feira e sábado, no Teatro
Micaelense, em Ponta Delgada, arranca sob o mote “Qualidade e
Sustentabilidade: Construir o [nosso] Futuro”.“Quando
pensamos em qual seria o melhor sitio para ter um congresso de
arquitetura com este tema para falar de ecologia e sustentabilidade,
escrutinando todo o território nacional, é nos Açores que o problema é
mais visível e mais forte”, revelou.Para
justificar que a transição climática é “particularmente relevante” no
arquipélago, o presidente da Ordem dos Arquitetos lembrou a relação das
ilhas açorianas com o mar, bem como as “fragilidades geológicas” e “toda
a paisagem natural” da região.Gonçalo
Byrne reconheceu que os arquitetos são os “destinatários principais” do
congresso, mas alertou que a “sustentabilidade é transversal a toda a
gente”, considerando “absolutamente essencial” apresentar “mensagens
para toda a sociedade”.“A arquitetura e os
arquitetos, como outras profissões, têm muitas vezes discursos
endémicos, ou seja, muito para dentro e pouco para fora. Isso é uma
coisa que não faz sentido nenhum, sobretudo num período de transição e
sustentabilidade”, defendeu.Por isso, o
congresso vai ter “atividades abertas à participação dos cidadãos”, como
ciclos de cinema, exposições, sessões de artes performativas, roteiros
pela ilha ou conversas em diferentes locais de São Miguel, prosseguiu.“Iremos
falar sobre questões de sustentabilidade em sítios que são bons
exemplos, mas também em sítios onde existe uma ou outra situação que não
são bons exemplos e interessa corrigir”, destacou.No
ciclo de conferências do programa principal, a realizar no Teatro
Micaelense, vão estar presentes nomes como Carlos Quintans, Ivan Rupnik,
João Rebelo Costa, Barbara Buser, Carlos Antunes, Paulo Pardelha,
Conceição Melo, Luís Miguel Correia, Pedro Trindade Correia, Paulo
Pardelha, Jan De Vylde, Jorge Figueira, Avelino Oliveira ou Kiel Moe.No
congresso vai participar também Iñaqui Carnicero Alonso-Colmenares,
diretor da Agenda Urbana e Arquitetura do Governo de Espanha.No final, vai ser elaborado um documento a partir das conclusões do congresso que vai ser designado “Declaração dos Açores”.“É
importante a transformação que se vai fazer a partir dos resultados do
congresso de onde sairá um documento, que chamamos a Declaração dos
Açores. Será uma posição da arquitetura perante a questão da transição
climática que vai ser exposta no Congresso da União Mundial dos
Arquitetos”, concluiu.