Armando Vara detido pela PSP para cumprir mais dois anos e meio de prisão
18 de nov. de 2025, 11:00
— Lusa/AO Online
Fonte
oficial confirmou hoje à agência Lusa que a PSP cumpriu “um mandado de
detenção para cumprimento de pena de prisão efetiva, pela tarde” de
segunda-feira, tendo conduzido Vara “ao Estabelecimento Prisional de
Lisboa, ao início da noite”.A 16 de
setembro deste ano, o Tribunal Constitucional rejeitou a contestação de
Armando Vara mantendo a obrigação do cumprimento da pena de cinco anos e
meio de prisão, em cúmulo jurídico, e sem direito a aplicação do perdão
de dois anos concedido na pandemia.Esta decisão já tinha sido confirmada em maio pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).A
defesa de Armando Vara alegou que com a aplicação do perdão parcial de
pena restavam apenas seis meses de pena de prisão para cumprir a Armando
Vara, pedindo que isso pudesse acontecer em prisão domiciliária, mas ao
rejeitar o direito a beneficiar desse perdão, o STJ obriga a que o
ex-ministro do Governo socialista de José Sócrates tenha ainda que
cumprir dois anos, cinco meses e 27 dias de prisão.O
cúmulo jurídico inclui uma condenação por crime de branqueamento, o que
de acordo com os pressupostos da lei de perdão parcial de penas do
tempo da pandemia, exclui Armando Vara da possibilidade de beneficiar
desse perdão.A lei determinava que o perdão parcial não é aplicável a condenações por crimes de branqueamento. Só
depois de voltar a entrar no sistema prisional poderá haver uma decisão
do Tribunal de Execução de Penas no sentido ou de conceder liberdade
condicional ou alterar os pressupostos da prisão, permitindo, por
exemplo, a prisão domiciliária ou outros modelos de cumprimento de pena.A decisão do TC obriga ainda Armando Vara a pagar custas judiciais no valor de 1.530 euros.O
Supremo Tribunal de Justiça (STJ) aumentou em maio de 2024 para cinco
anos e seis meses a pena de prisão do ex-ministro Armando Vara, em
cúmulo jurídico das penas aplicadas nos processos Face Oculta e Operação
Marquês.Armando Vara tinha sido condenado
a uma pena de prisão de cinco anos no âmbito do processo Face Oculta,
por três crimes de tráfico de influências, tendo sido libertado do
Estabelecimento Prisional de Évora em outubro de 2021, após cumprir
cerca de três anos, devido à aplicação das medidas excecionais
relacionadas com a pandemia de covid-19.