Arguidos passam para prisão domiciliária, Mustafá em prisão preventiva
Sporting
1 de ago. de 2019, 13:46
— Lusa/AO Online
As alterações das medidas de coação
constam da decisão instrutória do Tribunal de Instrução Criminal do
Barreiro, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a qual leva a
julgamento os 44 arguidos no processo nos exatos termos da acusação do
Ministério Público (MP).Quanto ao antigo
presidente do Sporting Bruno de Carvalho, que estava sujeito à medida de
coação de apresentações diárias às autoridades, o juiz de instrução
criminal (JIC) Carlos Delca determinou que o ex-dirigente passe a
apresentar-se “quinzenalmente”.Aos
arguidos que participaram diretamente no ataque à Academia do Sporting, o
MP imputa-lhes na acusação a coautoria de crimes de terrorismo, de 40
crimes de ameaça agravada, de 38 crimes de sequestro, de dois crimes de
dano com violência, de um crime de detenção de arma proibida agravado e
de um de introdução em lugar vedado ao público.Bruno
de Carvalho, o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes,
conhecido por ‘Mustafá’, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos
adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça
agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de
sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são
classificados como terrorismo, não quantificados. ‘Mustafá’ vai
responder também por um crime de tráfico de droga.A
instrução, fase facultativa, foi requerida por vários arguidos,
incluindo o antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, e visa decidir
por um JIC se o processo segue e em que moldes para julgamento.