Arguidos no processo da queda da árvore na Madeira vão a julgamento
23 de nov. de 2020, 12:36
— Lusa/AO Online
Neste
processo são arguidos a vice-presidente da Câmara do Funchal, Idalina
Perestrelo, responsável pelos pelouros do Ambiente Urbano, Espaços
Verdes e Públicos, e o chefe da Divisão de Jardins e Espaços Verdes,
Francisco Andrade.Os dois arguidos foram
pronunciados por 13 crimes de homicídio por negligência e 24 de
ofensas à integridade física involuntária ou negligente.Na
leitura da decisão instrutória, a juíza de Instrução Criminal Susana
Mão de Ferro, decidiu manter a decisão de não levar a julgamento o então
presidente da autarquia, Paulo Cafôfo, que chegou a ser constituído
também arguido. No entanto, o Ministério Público acabou por optar pelo
arquivamento no seu caso, justificando a decisão com o facto de este
responsável ter delegado as competências sobre os espaços verdes noutros
elementos da equipa.O caso reporta-se a
15 de agosto de 2017, quando um carvalho de grande dimensão, com cerca
de 150 anos, caiu sobre a multidão que aguardava a passagem da procissão
no Largo da Fonte, na freguesia do Monte, nos arredores do Funchal, no
Dia da Assunção de Nossa Senhora, também conhecido por Dia de Nossa
Senhora do Monte, padroeira da Região Autónoma da Madeira.