Argentina confirma "sem sombra de dúvida" vitória da oposição nas presidenciais
Venezuela
2 de ago. de 2024, 16:25
— Lusa/AO Online
"Todos
podemos confirmar, sem sombra de dúvida, que o legítimo vencedor e
Presidente eleito é Edmundo González", escreveu a ministra dos Negócios
Estrangeiros, Comércio Internacional e Culto da Argentina, Diana
Mondino, na sua conta da rede social X, onde também partilhou uma
ligação para uma página da internet em que a oposição afirma estar a
partilhar as atas oficiais da votação das eleições presidenciais.A
Argentina aguarda a chegada do pessoal da sua embaixada na Venezuela
nas primeiras horas da manhã de sábado, após a sua expulsão (e a de
representantes de outros seis países da região) pelo governo de Nicolás
Maduro em repúdio às suas "ações e declarações interferentes" sobre as
eleições presidenciais.Na embaixada
argentina em Caracas encontravam-se também, desde 20 de março, seis
venezuelanos asilados, membros do comité de campanha da líder opositora
María Corina Machado, e que eram perseguidos pela polícia de Maduro.Também
os Estados Unidos reconheceram esta quinta-feira a vitória do candidato
da oposição nas presidenciais da Venezuela, com base em "provas
incontestáveis". "Tendo em conta provas
incontestáveis, é claro para os Estados Unidos e, sobretudo, para o povo
venezuelano, que Edmundo Gonzalez Urrutia obteve mais votos na eleição
presidencial de 28 de julho", disse o chefe da diplomacia
norte-americana, Antony Blinken.O chefe da
diplomacia dos EUA disse considerar válida a contagem de votos
apresentada pela oposição, liderada por María Corina Machado, que
representa 80% das assembleias de voto e mostra que Edmundo González
Urrutia "recebeu a maioria dos votos com uma margem insuperável".Na
segunda-feira, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano
proclamou Nicolás Maduro Presidente reeleito do país para o período
2025-2031, com 51,2% (5,15 milhões) dos votos. O principal candidato da
oposição, Edmundo González Urrutia, obteve 44,2% (pouco menos de 4,5
milhões de votos), indicou o CNE.A
oposição venezuelana e muitos países denunciaram uma fraude eleitoral e
exigiram que sejam apresentadas as atas de votação para uma verificação
independente. Maduro pediu, na quarta-feira, ao Supremo Tribunal de
Justiça do país que certifique os resultados das eleições presidenciais
de domingo.O anúncio oficial tem sido contestado nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança. Segundo dados oficiais, foram já detidas mais de 1.200 pessoas, a quem são atribuídos vários crimes, incluindo terrorismo.Para
além disso, foram mortas 12 pessoas, entre as quais um membro das
forças armadas. A oposição estima que as vítimas mortais já são 16.