Área Metropolitana de Lisboa supera mediana de rendimento nacional em 2019
27 de jul. de 2021, 13:36
— Lusa/AO Online
As
estatísticas do rendimento ao nível local, declarado no IRS, por
agregado fiscal e sujeito passivo, divulgadas pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE), referentes a 2019, revelam que o
rendimento bruto declarado por residentes atingiu 99,5 milhões de euros,
traduzindo um valor mediano de 12.499 euros por agregado fiscal,
superior em 4% ao do ano anterior. "Ao
nível regional, o valor mediano de rendimento mais elevado registou-se
na AML - Área Metropolitana de Lisboa (14.394 euros), a única região
NUTS II que o INE diz superar o valor nacional, enquanto, por outro
lado, a região do Algarve se destaca com o menor valor mediano por
agregado fiscal (11.311 euros)", lê-se na publicação do INE. Os
dados do instituto mostram ainda que, em 2019, 69 municípios registaram
valores medianos do rendimento bruto declarado por agregado fiscal
superiores ao nacional, mais dois municípios do que em 2018. Com
valores mais elevados surgem os municípios da AML, entre os quais
Oeiras, que obteve o valor mais elevado do país (18.373 euros), seguidos
pelos municípios da região de Coimbra (sete dos 19 municípios), da
Região de Aveiro (quatro em 11), do Médio Tejo (quatro em 13), da Região
Autónoma dos Açores (quatro dos 16 municípios com informação
disponível) e da Área Metropolitana do Porto (quatro dos 17 municípios),
e, no Interior continental, municípios sede de distrito. Já
os agregados fiscais com valores medianos mais baixos de rendimento
bruto declarado, relativo a 2019, localizavam-se no interior da região
Norte, maioritariamente.Os dados do INE
destacam a AML como a sub-região com maior amplitude do valor mediano do
rendimento bruto por agregado fiscal entre municípios (5.753euros),
registando-se o menor valor na Moita (12.620 euros) e o maior em Oeiras
(18.373 euros). A sub-região do Tâmega e
Sousa, por outro lado, registou o menor diferencial (1.427 euros) entre
municípios, enquanto a AML apresentou a maior diferença absoluta entre o
valor mediano do rendimento bruto declarado e o valor mediano do
rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por agregado fiscal
em 2019 (888 euros), correspondente a cerca de 6,2% do rendimento bruto
mediano. “O efeito do imposto [do
rendimento das pessoas singulares – IRS] na distribuição do rendimento
foi tendencialmente menor nas sub-regiões com níveis de rendimento
mediano por agregado fiscal mais baixos”, destaca o instituto. Já
as sub-regiões do Tâmega e Sousa e Alto Tâmega apresentaram o menor
diferencial (ambas 259 euros) entre as 25 sub-regiões NUTS III,
correspondendo a 2,6% do valor mediano do rendimento bruto por agregado
fiscal das respetivas sub-regiões.“O valor
mediano do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por
agregado fiscal situou-se acima do valor nacional nas áreas
metropolitanas de Lisboa (13.506 euros) e do Porto (11.979 euros),
Região de Coimbra (12.551 euros), Região de Leiria (12.274), Alentejo
Central (12.229) e na Região de Aveiro (11.990)", acrescenta na
publicação. Os agregados fiscais com
valores medianos de rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado
mais baixos, inferiores a 11.000 euros, localizavam-se nas sub-regiões
do Tâmega e Sousa (9.606), Alto Tâmega (9.643), Douro (10.235), Terras
de Trás-os-Montes (10.615), Alto Minho (10.652) e no Ave (10.951) no
Norte do país, e a sul, nas sub-regiões do Alentejo Litoral (10.725) e
no Algarve (10 827).